A capacidade ofensiva da Seleção Brasileira continua chamando a atenção nos Jogos Olímpicos do Rio 2016. Tal como já acontecera na estreia diante da China, a equipe jogou de forma sólida diante da Suécia e abriu o terreno para que Andressa Alves, Beatriz, Cristiane e Marta brilhassem. Com 5 a 1 – gols de de Beatriz, Cristiane e mais dois de Marta – o Brasil venceu mais uma e assegurou vaga nas quartas de final da competição.

Na última rodada da fase de grupos, na terça-feira, as brasileiras encaram a África do Sul, já eliminada, em Manaus. Suecas e chinesas, ambas com três pontos, fazem partida decisiva em Brasília.

A vitória se desenhou mesmo foi nos 45 minutos iniciais. O Brasil começou com tudo, empurrado por uma torcida barulhenta e uma Marta inspirada. Acontece que a primeira verdadeira chance veio do lado sueco, no contra-ataque: Fridolina Rolfo foi à linha de fundo, cruzou rasteiro e encontrou Kosovare Asslani na marca do pênalti. Bárbare precisou fazer uma bela defesa para parar o chute rasteiro da atacante.

Mas o controle nunca deixou de ser das brasileiras. Três minutos depois, Marta recebeu de Cristiane, invadiu a área e tocou de canhota na saída da goleira Hedvig Lindahl, que defendeu com as pernas. Aos 21 minutos, enfim, o gol: um lançamento longo de Rafaelle deixou Lindahl e a zagueira Emma Berglund incertas sobre quem cortar a bola. Beatriz aproveitou o vacilo, se adiantou e tocou no cantinho direito.

O segundo gol resumiu bem o que era o domínio brasileiro: mais uma lançamento preciso de Formiga do centro para a esquerda, toque de primeira de Tamires para Marta, chegada à linha de fundo e passe preciso para Cristiane. De letra, a artilheira da história dos Jogos Olímpicos marcou um golaço – seu 14º em Olimpíada.

Para fechar a conta no primeiro tempo, mais uma combinação entre Marta e Cristiane, a um minuto do final: a camisa 10 deu um belo passe no meio da área para a atacante, que foi derrubada por Magdalena Eriksson. Na cobrança de pênalti, Marta marcou seu primeiro gol nos Jogos.

O segundo tempo foi quase uma formalidade. As brasileiras sabiam que a vantagem era definitiva e se dedicaram a controlar o ritmo. Foram poucas chances, e apenas no final mais gols para abrirem a diferença. Aos 35 minutos, mais um de Marta: sua tentativa de passe na entrada da área rebateu na zaga sueca e ela mesma invadiu a área para bater cruzado. Enfim, aos 41, foi Beatriz quem marcou outra vez, num belo chute de canhota. Lotta Schelin ainda descontou a um minuto e meio do fim, mas àquela altura o Estádio Olímpico já era mais uma festa pela boa apresentação da Seleção do que qualquer coisa.

Mais uma goleada, mais uma partida sem receber gols e, de olhos nas quartas de final, um Brasil que dá pinta de que pode ir longe.