Copa do Mundo da FIFA Sub-17 Brasil 2019™

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26 de outubro - 17 de novembro

Copa do Mundo Sub-17 da FIFA

Tshibuabua, elo forte da seleção francesa e da sua família

Marvin Tshibuabua of France reacts
© Getty Images
  • Marvin Tshibuabua é zagueiro da seleção francesa sub-17
  • Ele brilhou na partida contra o Haiti na presença dos seus pais
  • A França encara a Austrália nas oitavas de final

Para todas as equipes que se classificaram com antecipação para os mata-matas da Copa do Mundo Sub-17 da FIFA Brasil 2019, a última rodada da fase de grupos representou uma oportunidade para rodar o elenco. A França não foi exceção. Na partida contra o Haiti, o técnico Jean-Claude Giuntini fez sete mudanças em relação ao jogo contra a Coreia do Sul. O zagueiro Marvin Tshibuabua foi escalado como titular, por exemplo, apesar de normalmente não começar jogando.

"Não existem reservas propriamente nessa equipe", explica o jovem atleta do Saint-Etienne em entrevista ao FIFA.com. "Existem jogadores que jogam um pouco mais que os outros, e a partida contra o Haiti foi mesmo a oportunidade de dar um descanso a eles. Somos acima de tudo um grupo de 21 jogadores, uma equipe unida na qual cada um tem um papel a cumprir."

Tshibuabua certamente foi protagonista no encontro com os haitianos, registrando uma atuação impecável na zaga e, principalmente, sofrendo o pênalti que resultou no primeiro gol francês. "Todos nós fomos decisivos, eu sou só um elo da corrente", explica o garoto de 1,90 metro de altura, que é também o mais velho do plantel. "Antes de eu provocar o pênalti, teve um escanteio que um companheiro conseguiu. E depois teve um pênalti que outro companheiro cobrou. Tudo isso para dizer que não é um jogador, mas toda uma equipe que participa de um gol", destaca.

Considerando as comemorações que se seguiram aos seis gols que os garotos da França marcaram na competição, seria difícil contradizer o jovem zagueiro. De fato, todos os jogadores que balançaram as redes correram para o abraço em direção ao banco de reservas, compartilhando intensamente a alegria com os companheiros. "É meio clichê, mas a força desta seleção francesa é ser um grupo. Cada um sabe que pode contar com o outro. Somos uma família."

Tshibuabua conhece bem o valor da família e os sacrifícios que fazemos por ela. Afinal, o pai e a mãe do garoto vieram da França para incentivar o filho nas arquibancadas do Estádio da Serrinha, em Goiânia, no último sábado. "Para nós é normal estar aqui para apoiar o nosso filho e a equipe dele, afinal não é todos os dias que ele disputa uma Copa do Mundo", explica o pai Benjamin, que viajou de Lyon com a esposa.

Tal pai, tal filho

Atravessar um oceano de avião para ver o filho estrear no banco nas duas primeiras partidas de um Mundial poderia deixar muitos pais frustrados. Mas não Benjamin Tshibuabua. "Existe concorrência, é normal, e sei que ela é boa e sadia no grupo", avalia ele. "Estamos aqui para ganhar a Copa. Que o meu filho jogue ou não, o importante é sermos campeões do mundo. Não são 11 jogadores que podem ganhar o troféu, é uma equipe inteira", explica.

"É filho meu, só posso estar orgulhosa dele, seja no banco, dentro de campo ou onde for", diz a mãe, Mado, com a camisa do filho às costas. "Ele está fazendo o trabalho dele e estou feliz que esteja fazendo tão bem. Sou como todas as mães, compreendo os golpes que ele leva, fico mal por ele quando ele perde e fico contente quando ganha."

A generosidade e o altruísmo dos pais parecem estar presentes nos genes do filho. "Fico muito emocionado que eles estejam aqui", admite Marvin em resposta. "Eles planejaram ficar no Brasil até a final. Isso motiva, nos dá vontade de não decepcionar", conclui.

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