Copa do Mundo da FIFA Sub-17 Brasil 2019™

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26 de outubro - 17 de novembro

Copa do Mundo Sub-17 da FIFA

Songhoon, a segurança sob o travessão da República de Coreia

Shin Songhoon, goalkeeper of Korea Republic in action
© Getty Images
  • Shin Songhoon é capitão e camisa 1 da República de Coreia
  • Suas defesas no fim do jogo com Angola garantiram a vaga nas quartas
  • Talentoso jogador do Gwangju está preparado para enfrentar o México

A República de Coreia se baseou em uma estratégia bem treinada para alcançar as quartas de final da Copa do Mundo Sub-17 da FIFA™. No triunfo sobre Angola pelas oitavas de final, assim como nas vitórias sobre o Haiti e o Chile na primeira fase, os asiáticos buscaram o primeiro gol, marcaram e se fecharam atrás. O recurso preferido pelo técnico Kim Jung Soo para manter a vantagem no placar é colocar os seus dez jogadores de linha para defender e, quando uma bola consegue atravessar a defesa, ele conta com o capitão e goleiro Shin Songhoon para pará-la.

"Os nossos jogadores de ataque são a nossa primeira linha de defesa, complicando para o adversário no seu próprio campo", disse Songhoon ao FIFA.com. "Então, eles recuam para o nosso lado e defendemos todos juntos, como equipe."

Até agora, tudo ótimo. Os coreanos seguiram o plano ao pé da letra contra os angolanos nesta terça-feira, acabando com a festa de uma das boas surpresas do Brasil 2019, que vinha impressionando com a sua velocidade e habilidade pelos flancos. No último jogo, porém, não foi bem assim. Os asiáticos contiveram o ímpeto de Zini, Zito e o resto do ataque africano por longos períodos durante os 90 minutos de partida no Estádio Olímpico de Goiânia.

Songhoon teve um papel de destaque na vitória pelo placar mínimo. Primeiro, mostrou bom reflexo ao parar uma cabeçada à queima-roupa de Zini. Depois, se esticou para desviar com a ponta dos dedos por cima do travessão um chutaço de longa distância de David. O camisa 1 coreano manteve a concentração em meio à pressão do adversário nos minutos finais.

"Achávamos que Angola era uma das equipes mais rápidas e fortes que restavam", disse Songhoon. "Nós a analisamos com muito cuidado. Os nossos jogadores a estudaram e então jogaram bem para que conseguíssemos ganhar."

Mas, quando o jogo se abre e as chances vão surgindo uma após a outra, o que passa pela cabeça de Songhoon? Segundo o arqueiro do Gwangju sul-coreano, quando ele se foca, as emoções são escassas.

"Eu me concentro em fazer defesas, só em fazer o meu trabalho", afirmou. "Não dá tempo de sentir nada, eu só me concentro na bola, onde ela está e de onde está vindo."

Agora, os coreanos se preparam para o México. O atual campeão da Concacaf eliminou o Japão do torneio, marcando duas vezes em uma defesa que até então não havia sofrido gols no Brasil 2019. Bicampeões da categoria, os mexicanos serão um dos testes mais difíceis que a Coreia enfrentou até agora. Uma vitória a colocaria nas semifinais, o que garantiria a melhor campanha do país em um Mundial Sub-17, no mesmo ano em que os compatriotas da seleção sub-20 foram vice-campeões na Polônia 2019.

Caso saiam na frente logo no início como no compromisso pelas oitavas, caberá a Songhoon manter a determinação mais uma vez, tarefa que ele admite não ser fácil.

"É um pouco complicado jogar nessa posição em situações como essas e eu sinto a pressão", disse. "Mas a nossa defesa se dá bem mantendo a pressão longe e limitando as chances. Eu agradeço. E, quando um chute chega até mim, estou preparado."

Lee Hanbeom and Shin Songhoon of Korea Republic U-17 dispute a call
© Getty Images

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