Copa do Mundo da FIFA Sub-17 Brasil 2019™

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26 de outubro - 17 de novembro

Copa do Mundo Sub-17 da FIFA

"Rorro" López, a arma invisível do Paraguai

FIFA U-17 World Cup Brazil 2019 - David Ayala of Argentina in action against Rodrigo Lopez of Paraguay
© Getty Images
  • Paraguai enfrenta os Países Baixos por uma vaga nas semifinais
  • Especialista em assistências, "Rorro" López pode ser fundamental
  • A história do meio-campo: começo no gol e vida fora do país

O Paraguai é uma das sensações da Copa do Mundo Sub-17 da FIFA Brasil 2019™, mas enquanto as câmeras e os cliques procuram os artilheiros Diego Duarte e Diego Torres, a seleção alvirrubra esconde a sua principal arma: Rodrigo López, o jogador que mais assistências deu no torneio.

Junto ao francês Adil Aouchiche, "Rorro", como é chamado, soma quatro passes decisivos. Caindo pela esquerda do ataque paraguaio, ele tem velocidade e capacidade de passar a bola com precisão e causa muita dor de cabeça para as defesas adversárias.

"Procuro mais as assistências aos companheiros do que os gols. Por isso, o professor (o técnico Gustavo Morínigo) está me fazendo jogar pela esquerda, porque assim posso ir até o fundo e cruzar", conta ao FIFA.com. "Antes eu jogava pela direita, com o pé trocado, mas agora estou dando mais assistências".

Claro que, para concluir os seus ataques, os seus colegas de equipe precisam estar treinados. "Sempre falo com os meus companheiros que o mais importante para a minha posição é que eles possam me passar a bola lá do meio de campo, porque sempre vou estar acompanhando o passe, aberto sobre a lateral. Recebo a bola de frente e, como tenho velocidade, procuro ganhar na corrida até a linha de fundo."

Goleiro fã de Messi e lágrimas ao telefone

A história de Rorro tem um toque do Brasil, como se uma energia especial tivesse marcado o seu DNA para que ele brilhasse hoje no país. Rorro nasceu em Santa Rita, cidade fundada por imigrantes brasileiros e polo produtor de soja no Paraguai.

"Lá eu comecei aos sete anos como goleiro, mas sempre saía jogando com a bola para fazer graça. Os meus ídolos eram jogadores de linha. Sempre admirei o Messi. Aos nove anos, o técnico já me colocou como atacante. De centroavante, pela esquerda, pela direita...", conta.

Aos 13 anos, ganhou a grande oportunidade da sua vida. "Consegui ir para o Qatar. Fiquei entre os quatro melhores jogadores do Paraguai e fui jogar contra o Barcelona, estar com companheiros de outros países e continentes".

A experiência chamou a atenção dos olheiros do Libertad, clube do seu país natal. "Foram me buscar em casa". O "sim" para ir defender uma das grandes equipes de Assunção tinha consequências. Com apenas 14 anos, ele passou a morar a seis horas em carro da casa da sua mãe.

"Precisei deixar a minha família, os amigos. Quase nunca tinha saído de casa e de quem tinha saudade era da minha mãe. Na pensão onde morava, precisava fazer de tudo: lavar as coisas, arrumar a cama. Claro que, só de falar com ela, alguma lágrima escorria", admite rindo.

Superar as adversidades tem hoje a melhor das recompensas. "O que mais me deixa orgulhoso é que estou realizando o sonho que desde menino eu tive, que era jogar na seleção. Quando fiquei sabendo que viria para o Mundial, fiquei muito empolgado. Pela cabeça passou tudo o que aconteceu comigo quando era pequeno."

Neste domingo, se o Paraguai vencer os Países Baixos, alcançará pela primeira vez as semifinais de um Mundial Sub-17. "Chegam para nós muitas mensagens das pessoas. Queremos continuar assim para levar a taça para todo o Paraguai e para as nossas famílias, que sempre nos apoiam."

Paraguay v Argentina - FIFA U-17 World Cup Brazil 2019 - Junior Quinonez of Paraguay and Rodrigo Lopez of Paraguay celebrate the victor
© Getty Images

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