Copa do Mundo da FIFA Sub-17 Brasil 2019™

Copa do Mundo da FIFA Sub-17 Brasil 2019™

26 de outubro - 17 de novembro

Copa do Mundo Sub-17 da FIFA

Reyna, a esperança americana, reúne a família no Brasil

Giovanni Reyna of United States waves to the crowd 

Giovanni Reyna é o astro absoluto e capitão da seleção sub-17 dos EUA, que atualmente está disputando a Copa do Mundo Sub-17 da FIFA 2019™ no Brasil.

Esse sobrenome "Reyna" não é familiar? É claro! Seu pai Claudio jogou entre 1995 e 2007 na Europa, passando por Alemanha (Bayer Leverkusen e Wolfsburg), Inglaterra (Manchester City) e Escócia (Glasgow Rangers). Pela seleção americana, ele disputou 114 partidas e participou de quatro edições da Copa do Mundo da FIFA. E tem ainda mais: a sua mãe Danielle também ex-jogadora da seleção americana feminina.

"Obviamente é algo especial estar seguindo os passos dos meus pais", afirmou o filho Giovanni em entrevista ao FIFA.com, cheio de orgulho. "Toda a nossa família é apaixonada por futebol." E todos os membros da sua família viajaram para dar o seu apoio ao garoto no Brasil. Além dos pais, vieram também seu irmão Joah-Mikel, 12 anos, e sua irmã Carolina, 10. Nas duas primeiras partidas no Estádio Kléber Andrade de Vitória, ouvia-se claramente o grito de "USA, USA" das arquibancadas. Certamente a família Reyna também estava lá gritando.

Para que a viagem por terras canarinhas não seja de curta duração, o selecionado americano precisa a qualquer custo vencer a sua terceira partida contra a Holanda pelo grupo D. Só então a equipe terá a chance de se classificar como um dos melhores terceiros colocados para as oitavas de final. As derrotas contra Senegal (1x4) e o empate sem gols contra o Japão foram muito dolorosos, e não apenas pela pouca quantidade de pontos.

"No final do primeiro jogo, sofri uma leve contusão e tive um pouco de dor alguns dias depois", explicou Reyna. "Por isso, o treinador e eu decidimos que eu ficaria de fora contra o Japão." Quando o capitão e astro da equipe fica apenas no banco, isso certamente tem consequências negativas para toda a partida. Ainda bem que o camisa dez americano entrou em campo logo depois do intervalo e claramente deu vida ao setor ofensivo dos EUA.

fifa_TBT

Brasil 2019: Classificação dos Grupos

As qualidades do meio-campista de 17 anos são indiscutíveis há muito tempo e já o levaram longe no seu início de carreira. Afinal, no final de 2018 ele seguiu os passos do seu pai e assinou contrato com o clube alemão Borussia Dortmund. "O Gio é um talento fantástico e tem um grande potencial e muita autoconfiança", elogiou o ex-jogador do Borussia e da seleção alemã Jörg Heinrich, que também foi assistente técnico do Borussia Dortmund e atualmente é embaixador da equipe. "O talento de Reyna é parecido com o de Pulisic, talvez até maior."

Para quem não se lembra, Pulisic pertencia às categorias de base do clube alemão e preto, onde acabou se tornando um importante jogador. Na janela de transferências do início do ano, o também americano se transferiu por mais de 60 milhões de euros para o Chelsea, da Premier League.

O goleiro do Borussia Roman Bürki também elogiou Reyna. "Ele já está muito avançado fisicamente", admirou-se o arqueiro depois dos seus primeiros dias juntos durante o tour do seu clube pelos EUA, onde Reyna entrou em campo pela primeira vez como profissional. "Não dá para perceber que ele tem apenas 16 anos. Seu jogo é muito robusto. E ele sabe o que está fazendo."

Mais elogios a Giovanni Reyna

"O Gio já é muito bom e deixou uma ótima primeira impressão. Ele não tem nenhuma dificuldade com a maneira como jogamos futebol."
Lucien Favre (técnico do Borussia Dortmund)

"Para um garoto de 15 anos, ele tem uma presença impressionante em campo e sua compreensão do jogo é muito boa. Ele sabe marcar gols e entende as necessidades táticas do jogo."
Patrick Vieira (ex-técnico de Reyna)

"Ele é muito mais atlético do que eu, tem muito mais faro de gol. Ele é muito técnico e tem um bom instinto para espaços abertos. A Danielle corria muito — e ele também é um corredor."
Claudio Reyna (pai de Giovanni)

Não apenas pelas suas qualidades técnicas, mas também emocionalmente Gio parece estar à frente da maioria dos garotos da sua geração, o que infelizmente pode ter motivos trágicos. Quando ele tinha nove anos, o seu irmão Jack, quatro anos mais velho, morreu por consequência de um câncer. "Foi o pior momento da minha vida até hoje", relembrou o jogador. "E provavelmente vai permanecer o pior momento até o resto da minha vida.

"No dia depois da morte de Jack, o Gio me disse: 'Agora nunca vou ser um bom jogador de futebol porque o meu irmão mais velho me ensinou tudo o que sei'", lembrou a sua mãe uma vez em entrevista à revista americana Sports Illustrated .

Hoje em dia, Giovanni encara a perda como motivação. "Ele é um dos motivos pelos quais estou aqui hoje, quero deixar ele orgulhoso", declarou. A próxima chance dele será já neste sábado, quando os EUA enfrentarão a atual campeã europeia da categoria. "Se eu marcar um gol, vou dedica-lo ao meu irmão."

Explore esse tópico

Matérias recomendadas