Copa do Mundo da FIFA Sub-17 Brasil 2019™

Copa do Mundo da FIFA Sub-17 Brasil 2019™

26 de outubro - 17 de novembro

Copa do Mundo Sub-17 da FIFA

Taylor é o coração dos semifinalistas holandeses

Kenneth Taylor of the Netherlands runs with the ball
© Getty Images
  • Países Baixos, semifinalistas pela primeira vez desde 2005
  • O capitão Kenneth Taylor é um dos destaques da equipe
  • México será o adversário nas semifinais do Mundial Sub-17

Sontje Hansen se encarrega de marcar os gols. Na outra extremidade do campo, Ki-Jana Hoever comanda a defesa e, no meio de campo, Kenneth Taylor é o eixo e o motor do futebol da seleção holandesa nesta Copa do Mundo Sub-17 da FIFA Brasil 2019™. Esta seria, em linhas gerais, a receita do sucesso atual dos Países Baixos.

"Kenneth é o capitão e a continuação em campo do nosso técnico Peter van der Veen. É o líder, sempre assume a responsabilidade e todos nós o temos como exemplo", disse ao FIFA.com o seu companheiro Naci Unuvar às vésperas do torneio. Os últimos jogos do conjunto europeu dão razão a ele.

Depois de perder os seus dois primeiros compromissos, os campeões europeus se recuperaram a tempo, graças principalmente a Taylor. "Eu me encarrego de muitas coisas: tenho que liderar a equipe e comandar o jogo. O meu rendimento no início não foi bom, mas fico muito feliz por como as coisas funcionaram para nós contra o Paraguai nas quartas de final. Foi a nossa melhor partida até agora no torneio."

"De qualquer jeito, não temos desculpas para o nosso desempenho fraco nas duas primeiras rodadas. Simplesmente não fomos bem." Sem dúvida, o rendimento de Taylor reflete o de toda a equipe.

Os Países Baixos somaram duas derrotas na fase de grupos, para o Japão (3 a 0) e o Senegal (3 a 1), que os deixaram à beira da eliminação. Para a "decisão" contra os Estados Unidos (4 a 0 para os holandeses), o técnico Van der Veen passou Hoever da lateral direita para o miolo da zaga e Hansen deixou a ponta para atuar como centroavante.

"Quando você perde duas partidas seguidas, tem que obrigatoriamente fazer alguma mudança", reforça o técnico. "Kenneth está fazendo muito bem o seu papel. Se introduzimos uma mudança tática, seja no decorrer do jogo ou no intervalo, ele se encarrega de executá-la em campo. Por isso é de grande importância para nós".

O treinador holandês não tem nenhum problema na hora de trocar de posição as peças da sua equipe. "Em primeiro lugar, gostaria de dar os parabéns a todas as nossas escolas de futebol. É nelas que se formam os nossos jogadores para que não se limitem a cumprir um único papel dentro da equipe. Demos muito valor a esse aspecto na elaboração da lista de convocados para este torneio."

A escola do Ajax de Amsterdã, em particular, conta com uma tradição que vai muito além de Matthijs de Ligt (da Juventus de Turim) ou Frenkie de Jong (do Barcelona). Já na década de 1990, as categorias de base do clube mais premiado dos Países Baixos apresentaram ao mundo diversos craques do futebol mundial.

E a geração seguinte de diamantes brutos começa a brilhar. Não à toa, contra os paraguaios, foram titulares nada menos do que sete jogadores do Ajax, entre os quais o próprio Taylor, Unuvar e Devyne Rensch (na foto abaixo).

Naci Unuvar of Ajax U19 celebrates with his team mates Devyne Rensch (L) and Kenneth Taylor
© Getty Images

Nas quartas de final contra o Paraguai, o camisa 6 dos Países Baixos voltou a ser um dos melhores em campo. Atuando como pivô na meia, Taylor parou sistematicamente os avanços do conjunto sul-americano. Das suas recuperações de bola nasceram, além disso, dois gols, embora um deles fosse anulado por uma falta posterior dentro da área.

"No meu clube jogo um pouco mais avançado e dou mais assistências. Na seleção, me concentro principalmente no trabalho defensivo", conta Taylor ao FIFA.com.

No entanto, a função não o impediu de subir até a área adversária nos minutos finais do encontro. "Ainda sobrava um pouco de combustível para mim, então precisava tentar. E estive perto de marcar. Uma pena!"

A "Laranja Mecânica" agora volta às semifinais de uma Copa do Mundo Sub-17 da FIFA pela primeira vez desde 2005, edição em que ficou com o bronze. No Brasil, o México já espera na próxima fase. Curiosamente, os mexicanos foram justamente a seleção que derrotou os Países Baixos há 14 anos. "Não tem problema. Agora, estamos a toda e vamos atrás do título", conclui.

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