Dominicanos crescem no Caribe
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Com grande tradição no beisebol, a República Dominicana é um país que costuma dar mais atenção ao esporte dos bastões do que ao futebol. Mesmo assim, tem feito bonito com a bola nos pés. Uma recente sequência de ótimos resultados aumentou a credibilidade da seleção nacional.

Ao contrário do vizinho Haiti, um país fanático pelo futebol e que chegou a jogar uma Copa do Mundo da FIFA em 1974, os dominicanos sempre foram considerados uma seleção fraca, mesmo para os padrões caribenhos. Isso torna a recente ascensão no Ranking Mundial da FIFA/Coca-Cola ainda mais impressionante.

Os dominicanos ainda estão longe de serem um país de ponta na América do Norte, América Central e Caribe. Participar de uma Copa do Mundo da FIFA é um sonho muito distante. Entretanto, a visível melhora na campanha das eliminatórias para o Brasil 2014, embora infrutífera em termos de classificação, chamou a atenção e fez com que os vizinhos olhassem a seleção dominicana com outros olhos.

Com uma equipe formada por jogadores semiprofissionais, a República Dominicana terminou na segunda colocação da sua chave na segunda fase das eliminatórias, com oito pontos – dez a menos que El Salvador, que venceu todos os jogos e terminou com 18. Embora isso tenha representado a eliminação, para a seleção dominicana foi um avanço e tanto. A equipe aplicou goleadas nas Ilhas Cayman, Anguilla e Suriname e perdeu para os favoritos salvadorenhos duas vezes, mas por apenas um gol de diferença.

Tais resultados indicam um enorme avanço do futebol do país, refletido com a subida de 12 posições no Ranking Mundial da FIFA/Coca-Cola. Atualmente, a seleção ocupa a 118ª posição, apenas dois postos abaixo da sua melhor colocação, o 116º lugar obtido em 1996. Com este novo patamar, a República Dominicana ultrapassou os vizinhos das Ilhas Bermudas, outra nação caribenha que obteve crescimento nas últimas temporadas.

A evolução tática demonstrada pelos dominicanos ficou evidente com as boas chegadas da equipe pelos lados do campo e pela ótima compactação defensiva mostrada durante as eliminatórias. Em seis jogos na segunda fase do torneio classificatório, eles marcaram 12 gols e sofreram apenas oito. Se a seleção não tivesse apresentado tantas dificuldades de se manter concentrada por todos os 90 minutos das partidas que disputou, poderia ter ido ainda melhor.

Se a Copa do Mundo da FIFA é ainda apenas um sonho para os dominicanos, uma meta bem mais razoável é a de participar da Copa Ouro. Jogada a cada dois anos, a competição que reúne as melhores seleções da América do Norte, América Central e Caribe é um objetivo possível de ser alcançado. Para chegar lá, eles precisarão se sair bem na Copa do Caribe, que será disputada no fim do ano em Antígua e Barbuda. Em 2010, a seleção caiu nas eliminatórias e nem chegou a disputá-la.

O maior jogador do país na atualidade, na opinião do técnico Clemente Domingo Hernández, é o atacante Jonathan Faña, que atua no Puerto Rico Islanders, um clube da segunda divisão do Campeonato Americano. Com habilidade na perna canhota e grande faro de gol, ele tem o nome especulado para atuar em vários clubes da primeira divisão dos Estados Unidos, especialmente o New York Red Bulls.

Outros jogadores que merecem destaque na seleção dominicana são Erick Ozuna e Domingo Peralta, que jogam no Haiti, e o criativo meia Inoel Navarro. A maioria do plantel atua por equipes no Caribe, na América Central ou no futebol amador dos Estados Unidos. De todos os convocados nas eliminatórias, apenas três jogam na Europa: Vinicio Espinal, que atua pelo Pro Vercelli (segunda divisão da Itália), Cesar Ledesma, que joga na Suíça, e Edward Cruz, na Bósnia.