O Brasil cumpriu sua missão de abrir vantagem contra a Argentina no início da disputa da edição 2012 do Superclássico das Américas. Nesta quarta-feira, a Seleção suou, precisou dos acréscimos, mas bateu seu arquirrival por 2 a 1 no estádio Serra Dourada, em Goiânia.
De pênalti, o atacante Neymar definiu o triunfo no último lance, depois de gols no primeiro tempo de Juan Martínez e do volante Paulinho para os brasileiros – dois jogadores do Corinthians, campeão da Copa Libertadores e candidato ao título da Copa do Mundo de Clubes da FIFA Japão 2012 diga-se.
O confronto de volta do Superclássico será realizado no dia 3 de outubro, na cidade de Resistência, na Argentina, bem distante da capital Buenos Aires. O Brasil carrega a vantagem do empate para conquistar o segundo título seguido.
Equilíbrio no clássico
O Superclássico das Américas começou com uma jogada plástica. No primeiro lance da partida, o meia-atacante são-paulino Lucas aplicou um lindo chapéu em Clemente Rodriguez, mas não conseguiu evoluir na jogada. De qualquer forma, a torcida brasileira se animou.
A Seleção tinha domínio total das ações, com ampla posse de bola. Enquanto isso, a Argentina apostava em forte marcação, com nove jogadores praticamente plantados no campo de defesa. Apenas o centroavante palmeirense Hernan Barcos ficava um pouco mais à frente.
Mas a objetividade e eficiência fez a diferença em favor da Argentina. No primeiro ataque, os visitantes alcançaram a abertura de placar. Aos 19 minutos, o corintiano Martínez começou a jogada no meio-campo e invadiu a área para completar com estilo o cruzamento da esquerda de Clemente Rodríguez, sem chance para o goleiro Jefferson.
A resposta brasileira veio rápida, contuda. Aos 25 minutos, Neymar cobrou falta na direita e encontrou Paulinho dentro da área. Livre, o volante desviou para as redes. Foi o segundo gol corintiano na noite.
Ataque contra defesa
A partir daí, até o intervalo, o cenário ficou o mesmo dos instantes iniciais. O Brasil tinha a iniciativa do ataque e não conseguia superar a consistente defesa da Argentina. O tempo de intervalo ficou, porém, longe de renovar a energia das equipes em campo.
Ao ver a dificuldade brasileira em criar, Mano Menezes mudou o armador da Seleção: Thiago Neves ficou com a vaga de Jadson. No primeiro lance em campo, o meia do Fluminense criou um lance de perigo em um cruzamento da esquerda. O goleiro Oscar Ustari largou a bola, e por pouco Neymar não conseguiu aproveitar o rebote.
Pouco depois, Mano Menezes trocou o centroavante, com Leandro Damião na vaga de Luis Fabiano. A última tentativa de Mano Menezes reservou a entrada de Wellington Nem no lugar de Lucas, uma substituição que não foi bem aceita pelos torcedores em Goiânia.
No fim, contudo, os brasileiros seguiram buscando algum meio de passar pela retranca argentina e conseguiram, já nos acréscimos, com o abafa derradeiro: alcançaram a virada aos 90+3 minutos, com gol de Neymar, convertendo pênalti.
