A sexta edição do Campeonato da Ásia Ocidental consagrou um vencedor inédito. Ninguém apostava neles, mas os kuwaitianos puseram fim ao monopólio dos iranianos, vencedores das três edições anteriores da competição. Ao investir na juventude, o Kuwait conseguiu se impor 12 anos depois de conquistar seu último título, a Copa do Golfo de 1998.

Realizado em Amã, na Jordânia, o Campeonato da Ásia Ocidental foi bastante disputado. O FIFA.com faz uma avaliação completa da competição.

Um novo campeão
O Kuwait procurou investir no futuro, com uma seleção composta essencialmente por jogadores da categoria sub-23. A falta de experiência poderia ter comprometido as chances de sucesso ou diminuído as ambições do grupo, mas isso não aconteceu. Mesmo sem grande preparação, o Kuwait demonstrou rapidamente vontade de vencer. Depois de superarem a Síria pelo placar de 2 a 1 na primeira partida, os kuwaitianos, contrariando todas as probabilidades, conseguiram chegar entre os semifinalistas com um empate no jogo contra os jordanianos.

Na semifinal contra o Iêmen, o Kuwait saiu em desvantagem, mas conseguiu igualar o placar em 1 a 1. Após a prorrogação, a vitória veio finalmente na cobrança de pênaltis. Na final, o selecionado de Goran Tufegdzic mostrou superioridade em relação aos favoritos iranianos, marcando dois gols no primeiro tempo. O Irã não conseguiu virar o placar no segundo tempo, o que deu ao Kuwait o troféu na sua primeira participação no torneio.

Fim do sonho iraniano
Com quatro títulos conquistados, três dois quais consecutivos, a seleção iraniana era tida como favorita no Campeonato da Ásia Ocidental. As suas primeiras partidas na competição confirmaram as expectativas: uma vitória confortável por 3 a 0 sobre o Bahrein e um empate em 2 a 2 com Omã. Os iranianos conquistaram a vaga na final eliminando os iraquianos, atuais campeões asiáticos, pelo placar de 2 a 1.

Tudo parecia indicar uma nova vitória do Irã, que conseguiu chegar tranquilamente à final, mas ninguém contava com a determinação kuaitiana.

Eliminação decepcionante
A Jordânia, que disputou a competição com o seu melhor elenco, decepcionou em casa apesar do apoio fervoroso da torcida contra a Síria e o Kuwait.

Depois de abrirem o placar contra os sírios, os jordanianos concederam o empate em 1 a 1. A frustração foi a mesma contra o Kuwait, que conseguiu se recuperar depois de estar em desvantagem de 2 a 0 no placar. A Jordânia nunca havia sido eliminada na primeira fase da competição. Certamente serão feitos ajustes até a fase final da Copa Asiática de Seleções no Catar.

Experiência útil
A maioria das seleções tentou tirar o melhor proveito do torneio. Além da disputa meramente esportiva, Iraque, Bahrein, Omã, Iêmen e Kuwait encararam o campeonato como uma preparação e uma oportunidade de aperfeiçoar os seus selecionados para a Copa do Golfo, programada para o fim do ano.

Comandados pelo novo técnico Wolfgang Sidka, os iraquianos terminaram em primeiro lugar no grupo depois de duas vitórias contra a Palestina e o Iêmen. Eles cometeram, no entanto, erros demais para conseguirem passar pelo Irã na semifinal.

Para Omã, o resultado foi regular. Depois de uma derrota para o Bahrein, a seleção comandada por Claude Le Roy empatou com o Irã. O mesmo balanço pode ser feito sobre o Bahrein. Depois de perder de 3 a 0 para os iranianos, a seleção se recuperou com uma vitória fácil sobre Omã.

A Síria foi prejudicada pelas alterações feitas na comissão técnica e pela ausência dos jogadores do Al Ittihad e do Al Karamah, que não disputaram o torneio para poderem defender os seus respectivos clubes na Copa da AFC. A falta de coesão e de confiança acabou por minar as ambições sírias. Quanto ao mau desempenho da Palestina, ele se explica em parte por razões não esportivas.

Alguns números

  • 36 gols marcados em 12 partidas
  • 5 gols marcados pelo iemenita Ali Al-Nono, artilheiro da competição.
  • 8 gols da seleção iraniana, melhor ataque do torneio