Os goleiros trabalhando muito, ritmo acelerado e alternância tática entre dois dos maiores times do mundo. O placar não foi elástico, mas também não faz jus ao que foi o primeiro embate entre Real Madrid e Manchester United, o grande clássico das oitavas de final da Liga dos Campeões da UEFA

O resultado foi 1 a 1, mas poderia ter sido bem maior não fossem as intervenções de David De Gea e Diego López. Foi tudo igual no primeiro duelo, mas, no confronto como um todo, o clube inglês sai com uma pequena vantagem, podendo jogar por um empate sem gols na partida de volta, em casa. 

No primeiro confronto de Cristiano Ronaldo diante do United após três temporadas longe de Old Trafford, o astro português até marcou a favor do Real – seu eu 183º gol em 180 partidas pelos merengues, impressionante –, mas não conseguiu garantir sua equipe no Santiago Bernabéu. Pois o jovem centroavante Danny Welbeck já havia inaugurado a contagem no início do primeiro tempo. 

As duas equipes voltam a se enfrentar no próximo dia 5, às 15h45 (de Brasília), em Old Trafford, para definir mais um gigante das quartas de final da Liga dos Campeões da Europa.

Um outro jogão
Com um frio abaixo dos zero graus celsius na Arena Donbass, em Donetsk, na Ucrânia, o Borussia Dortmund conseguiu arrancar um empate com o Shakhtar, por 2 a 2, nos últimos minutos. O atual campeão alemão, desta forma, também fora para casa com vantagem, ligeiramente superior à do United, podendo empatar até por 1 a 1.

Foi outro confronto também muito movimentado, com o visitante tomando maior iniciativa, controlando o meio-de-campo, com as velozes e habilidosas revelações alemãs Marko Reus e Mario Goetze e e o polonês Jakub Blaszczykowski.

Aos 31, o Shakhtar saiu na frente: o veterano lateral croata Darijo Srna cobrou falta da intermediária certeira e abriu o placar. A vantagem durou pouco. O atacante Robert Lewandowski, após boa jogada de Goetze pela direita, só teve o trabalho de escolher um canto de Andriy Pyatov, que nada pôde fazer, para deixar tudo igual em Donetsk. 

No segundo tempo, Douglas Costa foi lançado para campo, no lugar de Taison, que ocupou a vaga de titular no lugar de Willian, que se transferiu para o Anzhi, da Rússia. O ex-gremista foi muito bem quando acionado na grande área, aos 23 minutos, quando recebeu bola na entrada da área e, de primeira, chutou de voleio, no canto esquerdo.

E quando a vitória ucraniana já era praticamente certeza, Schmelzer, em mais uma cobrança de escanteio, mandou a bola para a cabeça de Mats Hummels, que não perdoou e deu números finais ao encontro.