O sábado foi de comemoração – e alívio – nas duas pontas da tabela do Campeonato Brasileiro. Cada um à sua maneira, Fluminense e Palmeiras se reencontraram com a vitória e deram passos importantes para cumprir os objetivos bem distintos que sustentam até o final da temporada.

De olho no título, o Fluminense não repetiu o fiasco da rodada passada – quando caiu em casa diante do Atlético-GO – e derrotou o Náutico por 2 a 1, também com uma dose enorme de suspense. De qualquer forma, o resultado foi suficiente para que os cariocas chegassem a 56 pontos e abrissem cinco para o vice Atlético-MG, que tem dois jogos a menos e pega o Grêmio neste domingo.

Lutando para não cair, o Palmeiras reagiu na estreia de Gilson Kleina e contou com volta inspirada de Marcos Assunção – autor de um gol e de duas assistências – para derrotar o Figueirense por 3 a 1, fora de casa. A situação ainda é crítica, mas tanto torcedores como jogadores exibiam ao final do duelo um largo sorriso, algo que andara faltando nas conturbadas semanas anteriores.

Dois tempos distintos
No Rio de Janeiro, o Fluminense contou com a volta de Deco para tentar apagar da memória o tropeço do último final de semana. O luso-brasileiro deu bom ritmo ao meio de campo, mas quem acabou decidindo foi mesmo Fred. O atacante participou da jogada do primeiro gol, desviando de cabeça e deixando Leandro Euzébio sozinho para marcar. No segundo, Deco passou, Thiago Neves cruzou e o artilheiro do Brasileirão chutou de primeira para fazer seu 12º tento no torneio.

Os dois gols no finzinho do primeiro tempo foram um alívio, mas a vantagem fez o líder relaxar. Tanto que no fim, Kim diminuiu e ainda quase empatou para o Náutico após rebote e confusão na pequena área. Lance polêmico que não mudou o resultado: o Fluminense segue firme na ponta – e reforçado – em busca de mais um título.

Vida nova?
Foi uma semana dura para o Palmeiras, com demissão de Luiz Felipe Scolari e ameaças da torcida. A situação na tabela também não ajudava, mas nada pareceu atrapalhar no duelo contra o também ameaçado Figueirense. Com uma frieza que tanto faltou nas últimas rodadas, a equipe abriu 2 a 0 antes dos dez minutos de jogo, sempre com Marcos Assunção participando das jogadas: o meia cruzou duas bolas, e Thiago Heleno e Henrique aproveitaram falhas do goleiro Wilson para marcar.

Assunção, recuperado de cirurgia no joelho, queria mais e teve um gol anulado em cobrança de falta. Mas a insistência daria frutos no segundo tempo. Logo após o Figueirense diminuir, com Aloísio, e iniciar uma grande pressão, o meia apareceu de novo e, aproveitando nova falha de Wilson, empurrou para o gol vazio. Era hora de comemorar, mas, claro, com moderação.

"Não podemos deixar de acreditar enquanto houver um pingo de esperança. Eu, como capitão, tenho que estar sempre para cima, para dar apoio aos meus companheiros. Eles têm em mim um espelho. Se estou de cabeça baixa, não vão ter forças. Essa força tem que vir do torcedor também. Estamos juntos nessa batalha", comentou Assunção.

Lusa aproveita ausência de Neymar
No Pacaembu, a Portuguesa era teoricamente a visitante, mas autou como se estivesse em casa na vitória por 3 a 1 sobre o Santos. O time da Baixada realizava seu primeiro jogo após a venda de Paulo Henrique Ganso para o São Paulo, mas sentiu mesmo a falta de Neymar, suspenso. O nome da partida foi o atacante Bruno Mineiro, que, com dois gols, chegou a 11 no campeonato, aproximando-se de Fred. Santos e Lusa estão quase iguais na tabela, com 33 e 32 pontos, respectivamente, nem perto do topo, nem da zona de rebaixamento.