O futebol do Leste Europeu está entrando em uma nova era de prosperidade dentro e fora de vários países da região. Polônia e Ucrânia irão sediar durante os meses de junho e julho a maior competição do continente, a Euro 2012, enquanto a Rússia receberá a Copa do Mundo da FIFA 2018.
Os clubes do leste também vêm deixando a sua marca. Dois representantes russos — o CSKA de Moscou e o Zenit de São Petersburgo — chegaram às oitavas de final da Liga dos Campeões da UEFA, enquanto o ucraniano Metalist de Carcóvia só foi parado nas quartas de final da Liga Europa.
O bom desempenho pode ser creditado em parte à crescente força das ligas da região, que voltaram a cativar o torcedor na temporada 2011/12. O FIFA.com tem os detalhes.
Croácia
O Dínamo de Zagreb reforçou o seu domínio recente no futebol croata ao conquistar o campeonato nacional e a Copa da Croácia. Esta foi a quinta vez nos últimos seis anos que o clube atingiu tal feito. Os jogadores comandados por Ante Cacic tiveram poucos problemas no caminho até a conquista do sétimo título consecutivo da equipe, que foi derrotada uma única vez e sofreu meros 11 gols nos 30 jogos disputados, terminando a competição 21 pontos à frente do segundo colocado, o Hajduk Split, que precisou se contentar com o vice-campeonato pelo quarto ano seguido.
Com o número de participantes na primeira divisão caindo de 16 para 12 na próxima temporada, cinco times tiveram de amargar o rebaixamento. O lanterna Varazdin apresentou uma campanha medíocre que teve fim com a sua suspensão da liga e um futuro incerto. Os outros clubes que também caíram foram Karlovac, Sibenik, Lucko e Rijeka, que por pouco não escapou do fatídico descenso e iniciará a próxima temporada fora da elite pela primeira vez em 38 anos.
República Tcheca
As investidas do trio formado por Michal Breznanik, Jiri Stajner e Michael Rabusic — que chegaram todos aos dois dígitos na artilharia da liga — ajudaram o Slovan Liberec a conquistar o terceiro título da sua história após um apertado triangular decisivo com Sparta Praga e Viktoria Plzen, campeão da temporada 2010/11. O Sparta até tinha iniciado melhor o torneio, batendo o recorde da liga ao vencer as nove primeiras partidas até perder por 3 a 0 dentro de casa para o Slovan, que chegaria ao título com uma diferença de apenas dois pontos.
Um empate no último compromisso, diante do Plzen, foi suficiente para que o Slovan levantasse o caneco e garantisse vaga nas preliminares da Liga dos Campeões do ano que vem, quando tentará repetir o feito dos compatriotas, que na atual temporada chegaram à fase de grupos do principal interclubes da Europa. No outro extremo, o recém-promovido Viktoria Zizkov ficou na última colocação e foi rebaixado juntamente com o Bohemians. David Lafata balançou as redes em 25 oportunidades pelo Jablonec e sagrou-se artilheiro pela segunda temporada seguida.
Polônia
O Slask Wroclaw conquistou o seu primeiro título polonês em 35 anos aproveitando um deslize de última hora do Legia de Varsóvia, que venceu apenas um dos seus últimos cinco compromissos, desperdiçando a vantagem e terminando na terceira colocação. O Legia ainda estava na briga na última rodada, mas Rok Elsner fez o gol da vitória do Slask sobre o Wisla de Cracóvia e garantiu a taça.
O Ruch Chorzow foi o vice, enquanto o Lech Poznan, campeão de 2009/10, completou o grupo dos quatro primeiros impulsionado pelos 22 gols do artilheiro da liga, Artjoms Rudnevs. Para efeito comparativo, nenhum outro jogador foi às redes mais de seis vezes pelo campeão em todo o campeonato. Na outra ponta da tabela, o Cracóvia ficou a nove pontos de escapar da queda, enquanto o Lodz preencheu a outra vaga do rebaixamento após passar uma única temporada na elite.
Rússia
Luciano Spalletti conduziu o Zenit de São Petersburgo ao bicampeonato consecutivo após perder apenas quatro de 44 jogos — quantidade de rodadas que se deve ao novo formato adotado pela liga russa. Nas 30 partidas da temporada regular, o Zenit ficou apenas dois pontos à frente do CSKA. Depois disso, a liga se dividiu em dois grupos de oito equipes e a vantagem do time de São Petersburgo só foi aumentando nos 14 compromissos restantes, com 13 pontos de frente sobre o vice Spartak ao final da maratona. O CSKA só ficou com a terceira colocação, mas teve o artilheiro da competição, Seydou Doumbia, que somou 28 tentos.
O Anzhi Makhachkala, treinado por Guus Hiddink e liderado por Samuel Eto'o dentro de campo, e o Rubin Kazan, campeão em 2008 e 2009, não ficaram lá muito felizes com o quinto e sexto lugares, respectivamente, já que ambos sonhavam com mais ao início da temporada. O Spartak Nalchik ficou na última colocação e deixará a elite após seis anos, enquanto o Tom Tomsk caiu depois de sete temporadas consecutivas entre os grandes do futebol russo.
Ucrânia
O Campeonato Ucraniano terminou exatamente com os mesmos três primeiros colocados das últimas duas temporadas, sendo eles o campeão Shakhtar Donetsk, o vice Dínamo de Kiev e o terceiro colocado Metalist de Carvóvia. Após passar 25 jogos sem derrota, o Dínamo não conseguiu bater o Shakhtar, cuja vitória em casa por 2 a 0 teve papel fundamental na decisão do título de 2011/12. O time foi mais uma vez impulsionado por uma legião brasileira, com destaque para Fernandinho, Willian, Luiz Adriano, Douglas Costa, Dentinho e Alan Patrick.
A equipe de Mircea Lucescu conquistou ainda a Copa da Ucrânia ao bater o vizinho Metalurh Donetsk. Com míseras quatro vitórias cada, Olexandria and Obolon acabaram rebaixados, o primeiro retornando à segunda divisão imediatamente após ascenso na temporada anterior e o segundo pondo fim a um período de três anos junto aos maiores times do país.
