Os jogos deste domingo, para encerrar a 17ª rodada do Campeonato Brasileiro, a antepenúltima do primeiro turno, marcaram uma série de reencontros especiais pelos campos do país, tendo o confronto entre Fluminense e São Paulo boa parte deles.
Depois de sua série histórica de conquistas no Morumbi, qualquer duelo de um time dirigido por Muricy Ramalho com sua ex-equipe é chamativo. Quando ele está à frente novamente do líder do Brasileirão? As expectativas ficam ainda maiores. Pois os tricolores fizeram jus em campo no justo empate por 2 a 2, cheio de reviravoltas.
O São Paulo, aos poucos, vai se remontando da derrota para o Internacional na Copa Libertadores e da saída de Ricardo Gomes, ganhando alguma consistência com o interino Sérgio Baresi, que trabalhou com Muricy no início de sua carreira como beque. No Rio, o time apresentou mais toque de bola, se postou de modo determinado e complicou muito a vida do Flu, que agora vê sua vantagem na ponta reduzida a três pontos. Poderiam ser apenas dois, porém.
O meia Deco marcou seu primeiro gol pelo time carioca, mas os visitantes mandaram no primeiro tempo e contaram com Rogério Ceni (em sua função de goleiro-artilheiro) e Fernandão para virarem o placar. Ceni fez seu quinto gol na temporada, o 51º em cobrança de falta na carreira e o primeiro desde a vitória no Paulistão sobre o Mogi Mirim, no dia 21 de março, com uma finalização certeira e oportunista, buscando o canto direito de Fernando Henrique.
No segundo tempo, o Flu teve outra postura, voltou mais agressivo e empatou o placar com um gol de bola aérea, sempre muito bem treinada nas equipes de Muricy, como qualquer são-paulino está cansado de saber.
Depois foi a vez de Washington ser chamado para seu papel de protagonista em um jogo que também lhe dava uma motivação a mais – provar que o São Paulo fez mau negócio ao liberá-lo. Em um pênalti, o jogador teve a chance de desferir um duro golpe em seus antigos companheiros e blindar. Mas acabou esbarrando em Ceni, que fez a defesa em uma noite inspirada.
“Pode ser que eu não volte a jogar mais aqui, né? Então foi importante deixar minha marca”, afirmou o capitão do São Paulo, referindo-se ao estádio do Maracanã, que será fechado no dia 8 de setembro para o início das obras visando à Copa do Mundo da FIFA de 2014. “As marcas pessoais hoje, porém, ficam para trás, porque nosso momento está delicado e temos de esquecer isso. Foi importante para o resultado do jogo, mas temos de sair dessa situação.”
Reforço para empolgar
O segundo reencontro a ser destacado foi o de Ronaldo com os gramados e a torcida corintiana no Pacaembu, uma ação que os torcedores do Flu certamente vão seguir de perto, já que o seu principal concorrente pela liderança ganha em experiência e poder de fogo.
Inicialmente era esperado que o Fenômeno só atuasse por 45 minutos. No fim, ele acabou jogando por 20 minutos a mais, colaborando no triunfo por 2 a 1 contra o Vitória, no Pacaembu empolgado.
“Foi legal esse primeiro contato com o jogo. Estou contente pela nossa vitória. Temos que começar lentamente e recuperar o ritmo aos poucos. Por hoje, estou satisfeito”, disse o atacante, que agora terá uma semana para se preparar para encarar o Goiás, no próximo sábado. “A Fiel fez uma festa incrível hoje.”
Frente a frente
Dois dos mais renomados e vencedores técnicos do futebol brasileiro voltaram, enfim, a duelar neste domingo no Ipatingão: Vanderlei Luxemburgo e Luiz Felipe Scolari, que chegaram para a partida entre Atlético Mineiro e Palmeiras com seus clubes em má fase pelo campeonato.
No fim, Felipão aumentou seu cartel de vitórias sobre o antigo rival, com vitória de virada por 2 a 1. “É muito legal revê-lo. Hoje, ele é meu amigo. Vamos continuar somando para o futebol”, disse Luxemburgo, que tem de lidar com uma incômoda 18ª posição e apenas 14 pontos somados até agora.
Com sua garra e técnica e a familiaridade com os gramados mineiros, Kleber comandou a ofensiva palmeirense no segundo tempo em um resultado importante, que fez o time saltar quatro postos na tabela, retornando ao nono lugar.
Pé quente, pé frio
O segundo time que mais subiu na tabela foi outro alviverde, o Guarani, repetindo o placar de 2 a 1 também de virada para cima do Flamengo, no Brinco de Ouro em uma reação incrível. Os dois gols saíram nos acréscimos do segundo tempo, para desgosto do técnico Silas, que assistia ao jogo nas tribunas e até o finalzinho podia sorrir em poder assumir o clube rubro-negro após uma vitória. Tudo desmoronou rapidamente, e o Fla agora está fora do grupo dos dez primeiros. O Bugre pulou para 11º.
Só o cartão segura
O meia-atacante Elias é hoje o dono da pontaria mais temida do Brasileirão, e é bom que os zagueiros dos próximos adversários do Atlético Goianiense saibam. Após fazer três contra o Palmeiras no Pacaembu, o jogador fez mais dois no empate em 2 a 2 com o Avaí, totalizando cinco gols em 180 minutos. Os são-paulinos é que respiram aliviados, pois não vão precisar segurá-lo na 18ª rodada, já que o atleta está suspenso.
Turma do fundão
Em 19º e penúltimo, Dragão ainda está na zona de rebaixamento, acompanhado pelo Grêmio, que empatou em 1 a 1 com o Atlético Paranaense na Arena da Baixada e hoje é o 17º. Os gremistas, por outro lado, acreditam que a maré está por virar sob as orientações de Renato Gaúcho, encorajados com o desempenho em Curitiba. “Mostramos uma evolução muito grande, nosso desempenho reflete isso”, disse o atacante Jonas.
