Alas pede maturidade contra a Costa Rica
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Restando duas rodadas para terminar a penúltima fase das eliminatórias da América do Norte, Central e Caribe para o Brasil 2014, El Salvador já vislumbra uma vaga no hexagonal final. Segundo colocado no Grupo B, o país precisa de uma simples vitória na próxima sexta-feira para se classificar. A adversária é uma das potências da região, a Costa Rica, que ocupa a terceira posição na chave, com um ponto a menos, mas os salvadorenhos jogam em casa e a partida promete ter clima de decisão.

Na concentração da seleção anfitriã, os jogadores estão conscientes da responsabilidade que têm sobre os ombros. Em entrevista ao FIFA.com, o capitão Dennis Alas falou sobre o clima entre os companheiros às vésperas do confronto, revelou a estratégia a ser implantada e comentou o sonho de fazer história diante da apaixonada torcida salvadorenha.

Preparação impecável
Não há uma pessoa em El Salvador que não reconheça a importância do duelo contra os costa-riquenhos. Por isso, o técnico Juan de Dios Castillo vem cumprindo um programa de treinos meticuloso, que já revela efeitos sobre o moral dos jogadores. "Estamos muito tranquilos, porque nos preparamos durante três semanas para esta partida", diz Alas. "Uma vitória na sexta-feira nos coloca na próxima fase. Temos confiança de que vamos consegui-la."

Embora tanto o meio-campista como os companheiros saibam que a Costa Rica é uma das seleções mais tradicionais da região, há uma outra boa razão para que eles estejam tão otimistas. Na partida de ida, disputada em San José, os salvadorenhos saíram de uma desvantagem de dois gols para conquistar um ponto valiosíssimo. "Naquele jogo, o grupo sabia o que queria e não jogou a toalha", lembrou Dennis. "Perdendo por 2 a 0, tiramos forças de onde já não havia e, com organização e inteligência, buscamos a reação. No final das contas, foi aquele empate que nos manteve vivos até agora."

Exemplo de garra e brio em San José, o capitão espera repetir a dose no decisivo confronto do Estádio Cuscatlán. "Como líder do grupo, você tem de se entregar 200% em todas as partidas e tratar de dar o exemplo dentro e fora de campo. Em um jogo tão importante, tem de saber lidar com a pressão, errar o mínimo possível e cumprir o que foi treinado. Temos muito claro o que devemos fazer. O grupo está tranquilo, sabemos que podemos ganhar."

Maturidade, posse de bola e pressão da torcida
Para Alas, a vitória sobre a Costa Rica exigirá um bom domínio de bola, conceito fundamental na filosofia do técnico Juan de Dios Castillo. "O professor gosta que a equipe jogue com um ou dois toques e saia em busca do resultado", explica o meio-campista. "Se mantivermos a bola nos pés, poderemos dificultar a vida de qualquer adversário, e é isso que vamos tentar fazer na próxima sexta-feira."

O papel da torcida também será crucial. O Estádio Cuscatlán é um dos mais temidos da América Central, e os jogadores anfitriões esperam usar a força das arquibancadas a seu favor. "A torcida salvadorenha é muito exigente, quer ver a seleção sempre brigando no alto da tabela, mas também nos dá um apoio enorme. Nas últimas semanas, senti um clima de grande otimismo, todos acreditam que vamos ganhar. Esperamos poder dar essa vitória a eles."

Em uma partida dessa importância, porém, o capitão sabe que a equipe deve manter a cabeça no lugar e não pode se deixar levar pela euforia das arquibancadas. "Sei que os torcedores vão querer que a seleção faça gol logo no primeiro minuto, mas precisamos ter maturidade e encarar a partida com calma", afirma. "A ideia é jogar a pressão para a Costa Rica e aproveitar as oportunidades, para que os torcedores voltem para casa felizes."

Para terminar a entrevista, o capitão explica que uma vitória nesta sexta-feira terá um significado bastante amplo para as ambições de El Salvador. "O objetivo não é apenas passar para o hexagonal final. Se conseguirmos a classificação, eliminaremos um forte adversário e daremos um grande passo para terminar entre os quatro primeiros. Há uma confiança e uma harmonia muito grande entre os jogadores. Todos nós estamos determinados e agora só dependemos de nós mesmos."