
Após a grande atuação, mas uma derrota por 2 a 1 contra a Alemanha na primeira partida válida pelas eliminatórias europeias para a Copa do Mundo da FIFA 2014, era perceptível a frustração dos jogadores austríacos a caminho do vestiário. Afinal, eles haviam deixado passar uma chance real de derrotar os grandes favoritos do Grupo C no Estádio Ernst-Happel de Viena.
Agora, quase um mês depois, o orgulho já começa a tomar o lugar da frustração. "Claro que ficamos chateados, mas superamos a derrota nesse meio tempo", explica o capitão austríaco Christian Fuchs, ao FIFA.com. "Temos de estar orgulhosos de nossa exibição, pois estivemos perto de derrotar a Alemanha. Teríamos merecido os três pontos: jogamos bem coletivamente e fomos para cima, mesmo perdendo por dois gols de diferença. Isso é de se admirar."
A boa exibição da Áustria contra o selecionado do treinador Joachim Löw não foi mero acaso. Afinal, o time vinha em boa forma e a última derrota havia acontecido no longínquo mês de novembro do ano passado, contra a Ucrânia. Depois, seguiram-se as vitórias contra Finlândia, Ucrânia e Turquia, e um empate com a Romênia. No Ranking Mundial da FIFA/Coca-Cola, os austríacos alcançaram pela primeira vez desde fevereiro de 2011 uma posição entre as 50 melhores seleções do mundo (atualmente aparecem no 59º lugar).
"O nosso desenvolvimento é totalmente positivo", analisa com otimismo o lateral esquerdo, que conta com 49 participações pela seleção austríaca. "Com as boas exibições, você ganha automaticamente autoconfiança. Estou orgulhoso de fazer parte da equipe e tenho certeza de que, se continuarmos trabalhando dessa maneira, poderemos nos classificar para uma grande competição."
Inspiração que vem do banco
Uma grande parte do crescimento do futebol da Áustria deve-se a um suíço. Marcel Koller assumiu o comando da equipe em novembro do ano passado, e, desde então, o desempenho da seleção não para de crescer. E não é difícil reconhecer a assinatura do treinador.
"Ele é uma pessoa muito positiva e investe muito no trabalho", conta o jogador de 26 anos, nomeado capitão por Koller em agosto. "E age da maneira que espera de nós. É importante ter alguém que sirva constantemente como exemplo, principalmente na seleção nacional, pois passamos pouco tempo juntos."
"Fico muito orgulhoso em ser o capitão desta equipe", confessa o canhoto. "Mesmo assim, não quero superestimar o meu papel. É uma honra ser o líder, mas, em campo, você pode agir somente dentro de certas condições. Para que algo possa acontecer, devemos jogar como uma equipe, e temos feito isso. Possuímos uma grande equipe, onde cada jogador assume uma responsabilidade."
Grandes ambições
Nesta sexta-feira e na terça-feira da semana que vem, os austríacos enfrentam duas vezes o Cazaquistão pelas eliminatórias da zona europeia, entrando em campo pela primeira vez como favoritos. "É lógico que vamos querer os seis pontos das duas partidas contra o Cazaquistão, mas sabemos que não existem mais pequenas seleções", avisa Fuchs. "Não podemos cometer o erro de subestimá-los, pois os cazaques têm bons jogadores. Devemos ter a mesma concentração que tivemos contra a Alemanha."
Devido à concorrência no Grupo C entre Alemanha, Suécia, Irlanda e Ilhas Faroe, duas vitórias serão de extrema importância para que a Áustria possa sonhar com um lugar no Mundial no Brasil. E Fuchs tem sido otimista ao analisar os próximos confrontos do grupo.
"Acredito que a Alemanha irá assegurar o primeiro lugar do grupo", prevê o jogador. "Temos de ser realistas. Entretanto, acredito que, devido ao que mostramos contra a Alemanha, podemos alcançar o segundo lugar. Só não devemos nos encolher contra a Suécia e a Irlanda."



