
Apesar dos 22 anos, Luuk de Jong já guarda recordações de uma carreira agitada e, sobretudo, bem sucedida. Desde a estreia como profissional, aos 18 anos com a camisa do De Graafschap, já na primeira divisão holandesa, passando pelo amadurecimento no Twente, o jogador acabou ficando conhecido como um dos centroavantes mais perigosos do país, mantendo a tradição carregada por nomes como Marco van Basten, Dirk Kuyt, Robin van Persie e Klaas-Jan Huntelaar.
Ao mesmo tempo, o atacante de 1,88 m de altura sabe bem que, mesmo com o nome feito dentro do país, a briga por um lugar como titular na seleção será intensa. Mesmo que já some sete partidas sob o comando do treinador Louis van Gaal, incluindo participações nas eliminatórias da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014, nesta temporada ele ainda não teve a chance de entrar em campo com a camisa laranja. "Sei qual é o meu lugar, e este está logo atrás do Robin van Persie e do Klaas-Jan Huntelaar", avalia o atacante em entrevista ao FIFA.com. "Porém, se eu tiver a chance de jogar, vou querer mostrar do que sou capaz."
Até agora, Van Gaal não teve motivos para fazer mudanças. Depois de duas vitórias em duas partidas, a Holanda ocupa a segunda posição do Grupo D, atrás da Romênia, mas com o mesmo número de pontos. Na semana que vem, os holandeses receberão a seleção de Andorra em Roterdã. Quatro dias depois, será a vez da partida decisiva contra os romenos.
"Partidas contra adversários teoricamente fracos nunca são fáceis", comenta De Jong. "Vimos isso mês passado, quando a Espanha venceu a Geórgia por apenas 1 a 0. Não podemos subestimar a seleção de Andorra de jeito nenhum, e sim entrar em campo com muita gana e concentração. E depois teremos a Romênia, o que será uma partida naturalmente difícil. Os romenos venceram os dois primeiros confrontos pelas eliminatórias e estão muito confiantes. Será uma tarefa e tanto."
Vida nova na Alemanha
Depois de terminar a última temporada em alta pelo Twente, De Jong acertou a ida para o Borussia Mönchengladbach, assinando contrato de cinco anos com um clube que surpreendeu na temporada passada ao terminar na quarta posição da Bundesliga. E a jovem revelação holandesa parece estar satisfeito com o que viu até agora em sua nova casa.
"Fui muito bem recebido pelos colegas de equipe", conta. "Passei as primeiras semanas em um hotel, mas agora estou à procura de uma casa. Estou muito feliz em ter dado esse passo na minha carreira. O Mönchengladbach é um clube sensacional, com um plantel forte e torcedores apaixonados."
O jogador chegou à Alemanha trazendo consigo muita esperança. Com a camisa do campeão nacional de 2010 e da Copa da Holanda de 2011, De Jong — que nasceu na cidade suíça de Aigle — anotou 39 gols em 75 partidas. Porém, ele ainda não conseguiu repetir o mesmo desempenho pelo Mönchengladbach. Em oito partidas oficiais, o camisa nove balançou as redes apenas uma vez.
"Com certeza, o campeonato alemão é mais difícil que o holandês", explica De Jong, justificando o início acanhado na Bundesliga. "Mas isso não era nenhuma novidade para mim. Atuar na Alemanha é um desafio, pois o jogo é extremamente rápido e exige muito do condicionamento físico. Há pouco espaço e, por isso, o ritmo é muito mais rápido. Mas tenho como objetivo sempre evoluir e crescer como jogador. Quero ajudar a equipe e darei de tudo para alcançarmos o sucesso."
Com a saída de três dos principais jogadores — Marco Reus para o Borussia Dortmund, Dante para o Bayern de Munique e Roman Neustädter para o Schalke —, a equipe passa por uma fase de reformulação. Depois de não conseguir se classificar para a fase de grupos da UEFA Champions League, o Borussia Mönchengladbach retornou à UEFA Europa League, competição que venceu duas vezes na década de 1970. Na primeira partida, o time germânico não conseguiu passar de um empate sem gols com o cipriota AEL de Limassol.
Nesta quinta-feira, o Mönchengladbach recebe o Fenerbahçe, que também estreou com um empate em 2 a 2 diante do Olympique de Marselha, em mais uma boa oportunidade para que De Jong finalmente desencante pelo clube — e dê um passo a mais naquela concorrida briga no ataque da Holanda. "É difícil dizer exatamente quais são as nossas chances no torneio, já que caímos em um grupo complicado", analisa. "Mas tenho certeza que podemos nos dar bem."



