
As seleções da casa aproveitaram o fator local na sétima rodada das eliminatórias sul-americanas e não cederam nenhum ponto nos jogos desta sexta-feira. Nesse contexto, quem se deu bem mesmo foi a Argentina, que aproveitou a ausência do Chile para subir ao topo da classificação. Por outro lado, o Uruguai perdeu a invencibilidade ao sofrer uma goleada, e Bolívia e Paraguai saíram derrotados na estreia dos seus novos treinadores.
O grande jogo
Colômbia 4 x 0 Uruguai
Gols: Radamel Falcao (2/1ºT), Teófilo Gutiérrez (2/2ºT e 7/2ºT) e Camilo Zuñiga (46/2ºT)
Caiu o último invicto das eliminatórias. O Uruguai viajou a Barranquilla com a esperança de chegar à liderança, mas foi goleado e abandonou o litoral colombiano com um grande ponto de interrogação para as próximas rodadas. A Colômbia, que não demorou a abrir o placar, foi muito superior à Celeste, fez a sua melhor partida desde a chegada de José Pekerman, venceu a primeira em casa e poderia ter obtido um placar ainda mais dilatado. Teo Gutiérrez, jogando na cidade onde nasceu, marcou dois gols exatamente um ano e um dia após ter balançado as redes pelo seu país pela última vez.
"A culpa não foi do calor, foi o adversário que jogou melhor, teve mais chances e marcou quatro gols", vaticinou o técnico uruguaio Oscar Tabárez, que precisará recuperar o ânimo charrua após a primeira derrota em 18 partidas durante 16 meses.
E o que mais?
Quem aproveitou a ocasião foi a Argentina, que chegou ao topo da tabela depois de bater o Paraguai por 3 a 1. O selecionado de Alejandro Sabella soube concretizar as chances e aproveitou a conexão Madri-Barcelona no ataque para obter a sexta vitória consecutiva, com gols de Di María, Higuaín e Messi. O camisa 10, que chegou a uma dezena de gols nas últimas seis partidas pela seleção alviceleste, voltou a brilhar e anotou o primeiro tento de falta com a camisa do seu país. Os comandados do estreante Gerardo Pelusso chegaram a empatar de pênalti com Jonathan Fabbro, mas depois sucumbiram e terminaram a rodada em último lugar.
Outro técnico que estreou com derrota foi Xabier Azkargorta. A Bolívia segurou o empate durante a maior parte do jogo, mas saiu derrotada por 1 a 0 da visita ao Equador graças a um pênalti bem batido por Felipe Caicedo, que voltou à seleção da casa após um ano de ausência. Os equatorianos seguem imbatíveis diante da própria torcida, com doze pontos graças a quatro vitórias, seis gols marcados e nenhum tento sofrido.
No encerramento da rodada, o Peru fez as pazes com a vitória depois de quatro reveses consecutivos. Os incas, que terão a Argentina pela frente na semana que vem, saíram perdendo da Venezuela após bela cobrança de falta de Juan Arango, mas viraram o marcador com dois gols de Jefferson Farfán e abandonaram a lanterna. A Vinotinto permanece sem nunca ter vencido em Lima e caiu para a sexta posição.
O craque da rodada
Jefferson Farfán (PER)
O atacante peruano apareceu quando a sua seleção mais precisava dele e, em apenas 12 minutos, salvou a noite com dois belos toques de perna direita. Substituído aos 34 da segunda etapa, Farfán é um especialista na matéria: com 27 anos e três eliminatórias nas costas, soma dez gols pelo torneio classificatório.
O número
39 — Os anos que se passaram para que a Argentina voltasse a derrotar o Paraguai em casa pelas eliminatórias. Desde aquele 3 a 1 em 7 de outubro de 1973, as seleções alviceleste e alvirrubra haviam protagonizado cinco empates consecutivos.
O que eles disseram
"Nas últimas eliminatórias também perdemos por 4 a 0, contra o Brasil, e aquele foi o momento da virada rumo à recuperação que nos levou à Copa do Mundo. Não sei se vai acontecer a mesma coisa, mas conheço o material que tenho e sei que o importante agora é vencer o Equador. A Colômbia? Jogou muito bem, está melhor do que em outras eliminatórias." Oscar Tabárez, treinador do Uruguai
Resultados: 7ª rodada
Colômbia 3 x 0 Uruguai
Equador 1 x 0 Bolívia
Argentina 3 x 1 Paraguai
Peru 2 x 1 Venezuela
Folga: Chile















