Existem diversas ferramentas que são especificamente voltadas para a identificação de infrações dos direitos da FIFA. Por exemplo, a FIFA atua ativamente junto às autoridades alfandegárias ao redor do mundo na detecção de carregamentos de produtos falsificados. Além disso, a FIFA monitora ativamente os órgãos de registro de propriedade intelectual em todo o mundo, de modo a garantir e preservar a exclusividade em relação às suas marcas e ativos de marketing.

Outra ferramenta consiste na definição de Áreas de Restrição Comercial (ARCs) nos arredores de estádios que recebem as partidas da Copa do Mundo da FIFA™ e de outros Locais Oficiais de Competição.

As ARCs têm o objetivo principal permitir a  identificação e tratamento de forma eficaz das atividades de marketing que têm o objetivo de conferir presença física a empresas não patrocinadoras nos locais de realização de eventos (como estádios) e nos arredores destes. Uma ARC não é limitada por uma cerca física, mas sim por uma linha traçada em um mapa e tratada na legislação pertinente, de modo a fornecer uma proteção legal reforçada contra as atividades ilegais de marketing, além de cambistas, vendedores de produtos falsificados e vendedores não autorizados em geral no entorno dos estádios e de outros Locais Oficiais de Competição.

O impacto sobre os estabelecimentos comerciais localizados no interior das ARCs é mínimo. Aplica-se o princípio das “atividades comerciais regulares” (“business as usual“), sendo assegurada a continuidade das atividades comerciais dos estabelecimentos já existentes e regularmente instalados, desde que tais atividades sejam conduzidas de forma consistente com práticas passadas e não foquem especificamente nas Competições da FIFA e/ou nos seus espectadores. Consequentemente, nenhuma atividade que não esteja focando especificamente no evento ou nos seus espectadores para obter vantagens promocionais será impactada pela implementação das Áreas de Restrição Comercial. Na verdade, muitos estabelecimentos comerciais localizados nos arredores dos estádios e de outros Locais Oficiais, tais como bares, restaurantes e lojas de conveniência, beneficiam-se da ARC, já que esta exclui, de maneira eficaz, o comércio que não seja local, incluindo oportunistas de outros países e outras regiões do país que visam lucrar com o aumento repentino do número de espectadores aos custos do comércio local.

Em troca, a FIFA pede que os estabelecimentos locais se comprometam com o jogo limpo frente à FIFA e aos seus Parceiros Comerciais, procurando lucrar com o número elevado de torcedores, mas não se envolvendo em atividades ilegais de marketing.