Por ocasião da Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a FIFA e o Comitê Organizador Local (COL) apresentaram nesta terça-feira, 19 de junho de 2012, em conjunto com o governo brasileiro, a sua estratégia para a realização da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 de forma sustentável.

Um dos maiores eventos esportivos do planeta, a Copa do Mundo da FIFA certamente tem impactos consideráveis sobre a sociedade e o meio ambiente. A estratégia de sustentabilidade desenvolvida pela FIFA e pelo COL visa não apenas reduzir os impactos negativos, mas também maximizar os efeitos positivos de um Mundial. Estádios verdes, manejo de resíduos, apoio à comunidade, redução e compensação das emissões de carbono, energias renováveis, mudanças climáticas e desenvolvimento das capacidades são alguns dos temas fundamentais que serão abordados nos próximos dois anos. A FIFA dedicará um investimento total de aproximadamente US$ 20 milhões para a implementação da estratégia. Os parceiros comerciais da FIFA e outras partes envolvidas também apoiarão as iniciativas de sustentabilidade.

A estratégia se ampara nas experiências adquiridas através dos programas ambientais e de desenvolvimento social em torneios da FIFA desde 2005, em diretrizes internacionais como o ISO 26000 e a Global Reporting Initiative (GRI na sigla em inglês, uma organização não governamental internacional que promove a elaboração de relatórios de sustentabilidade), e nas políticas de desenvolvimento do Governo Federal. A Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 será a primeira edição do torneio a contar com uma ampla estratégia de sustentabilidade. Visite www.FIFA.com/csr2014 para ler o documento completo.

"O objetivo principal é realizar um evento que utilize os recursos com inteligência, gerando um equilíbrio entre aspectos econômicos, desenvolvimento social e proteção do meio ambiente", explicou o diretor de responsabilidade social corporativa da FIFA, Federico Addiechi. "Estamos participando da Rio+20 porque queremos contribuir e assegurar que as gerações futuras tenham as mesmas oportunidades de atenderem as suas necessidades em relação à atual geração. E a Copa do Mundo da FIFA 2014 será lembrada não só como um fantástico torneio de futebol, mas também pelo seu legado ambiental e social duradouro. Isso exige a participação de todas as partes envolvidas, desde o torcedor até as construtoras dos estádios. Todos são peças essenciais nesse time da sustentabilidade. Como país-sede da Copa do Mundo da FIFA 2014 e líder global no desenvolvimento sustentável, o Brasil e seu governo estão sendo muito importantes para a FIFA e para o COL na modelagem dessa estratégia de sustentabilidade."

"O futebol talvez seja a maior paixão dos brasileiros, e o esporte e a Copa do Mundo da FIFA certamente podem ser poderosos catalisadores de mudanças de atitude para vivermos vidas mais sustentáveis e adaptarmos a nossa rotina diária", incentivou Bebeto, membro do Conselho de Administração do COL. "Pequenas ações que podem começar em casa talvez sejam a semente da qual brotará uma nova realidade. Do projeto de estádios sustentáveis em larga escala aos sonhos de um menino pobre vendo os seus heróis da bola dentro de campo, esta Copa do Mundo da FIFA já está fazendo a diferença no Brasil. E depende de todos nós garantirmos a expansão desse legado."

“O Brasil já tem, hoje, protagonismo global na área de meio ambiente, justamente porque tem conseguido, nos últimos anos, combinar crescimento econômico com inclusão social e compromisso com o meio ambiente. Somos um país de grande diversidade, com uma matriz energética sustentada por energias renováveis, uma legislação consolidada e avanços importantes, como a expressiva redução de desmatamento da Amazônia. Foi nesse contexto que o governo brasileiro adotou a decisão de incorporar a sustentabilidade na organização da Copa do Mundo da FIFA. No caso das arenas, por exemplo, o acesso à linha de crédito de financiamento do BNDES é condicionada a um padrão de certificação de construção sustentável. Para o Brasil, a Copa é uma oportunidade para dar visibilidade a esses avanços e apresentar ao mundo sua diversidade, não só natural, mas social, cultural, racial, religiosa e gastronômica”, apontou Luis Fernandes, secretário-executivo do Ministério do Esporte.

A FIFA e o COL também produzirão juntos um extenso relatório de sustentabilidade de acordo com a estrutura da GRI. Além disso, para Rússia e Catar, sedes da Copa do Mundo da FIFA em 2018 e 2022, respectivamente, os compromissos sociais e ambientais já foram elementos compulsórios do processo de candidatura. Ainda como resultado das iniciativas voluntárias nos estádios do Mundial brasileiro, a certificação ambiental será obrigatória na construção de todas as arenas da Copa do Mundo da FIFA em solo russo e catariano.