
A África do Sul 2010 foi a Copa do Mundo da FIFA dos ineditismos: a primeira em solo africano, a primeira vencida pela Espanha e também a primeira a ser avaliada segundo a segundo através do Índice Castrol. O sistema inovador usou tecnologia de ponta para analisar objetivamente o desempenho dos jogadores e todas as ações realizadas dentro de campo. Neste domingo, os Analistas de Desempenho Castrol coroaram o seu melhor jogador do torneio: Sergio Ramos.
O lateral-direito da Espanha foi o atleta mais eficiente e influente em gramados sul-africanos. O astro do Real Madrid foi presença constante no top 20 desde a segunda rodada da fase de grupos e chegou à final como líder da classificação. Após mais uma exibição de vigor e atrevimento, Ramos se manteve no primeiro lugar em grande estilo. Ele foi escolhido como o melhor jogador em campo pelos Analistas de Desempenho Castrol, superando os companheiros Joan Capdevila, Iker Casillas e Andrés Iniesta com uma média 9,64 — número que ilustra o empenho do atleta nas duas pontas do campo.
Ramos lembrou a todos do seu talento no ataque ao levar perigo à meta de Maarten Stekelenburg em algumas ocasiões. No entanto, foi na defesa que o camisa 15 da Espanha voltou a brilhar juntamente com os companheiros, que permitiram que a Holanda finalizasse pouquíssimo. De fato, a equipe de Vicente Del Bosque se sagrou campeã do mundo sem ter sofrido gol nas quatro partidas dos mata-matas, além de ter sido vazada apenas duas vezes na competição. Portanto, não surpreende que os principais concorrentes de Ramos na corrida pelo título do Índice Castrol tenham sido os seus próprios companheiros de defesa.
A Fúria marcou apenas oito gols antes de levantar a taça — menos do que qualquer outro campeão mundial da história — e deve muito ao quarteto defensivo formado ainda pelo lateral-esquerdo Joan Capdevila e pelos zagueiros Carles Puyol e Gerard Piqué, que também foram grandes destaques da África do Sul 2010. Na verdade, o alemão Philipp Lahm foi o único que impediu que os quatro espanhóis terminassem o torneio nas primeiras colocações do Índice Castrol. Na última atualização, Piqué caiu do terceiro para o quinto lugar devido à relativa falta de participação no ataque durante a final.
Sneijder, o mestre do meio-campo
David Villa também foi reconhecido pelo heroísmo nas fases anteriores da competição, despendindo-se do continente africano como o melhor atacante do Índice Castrol. Com isso a Espanha chegou ao Estádio Soccer City com cinco jogadores no top 10 da classificação, contra apenas um da Holanda. No entanto, o único representante da Oranje, Wesley Sneijder, consolidou a sua posição com nova atuação de gala na final. O ídolo da Internazionale foi considerado o melhor holandês em campo no domingo e voltará para casa com o consolo de saber que a análise da Castrol concluiu que ele foi o melhor meio-campista do torneio.
Naturalmente, a finalíssima não foi a única partida que influenciou a definição do Índice Castrol da África do Sul 2010. Afinal de contas, a decisão do terceiro lugar entre Uruguai e Alemanha levou ao gramado do Estádio Port Elizabeth uma série de candidatos ao primeiro lugar da lista. No entanto, dois dos destaques em atualizações anteriores brilharam pela ausência: Lahm, que liderou a classificação após as quartas de final, e Manuel Neuer, primeiro colocado entre os goleiros.
Uma lesão impediu que o lateral alemão tivesse a chance de voltar ao topo. Mesmo assim, Lahm terminou em quarto lugar e foi o melhor jogador do selecionado germânico no Mundial. Neuer, por sua vez, manteve-se na liderança apesar da ascensão tardia do espanhol Iker Casillas. Os dois atletas da Alemanha conseguiram inclusive avançar posições, já que encerraram as suas participações no torneio com média superior à de alguns protagonistas dos dois últimos jogos.
Suárez supera Forlán
Embora impressionar na disputa pelo terceiro lugar não tenha o mesmo valor que desempenhar um papel determinante na grande final, outros jogadores também melhoraram a sua classificação na lista. O alemão Thomas Müller, vencedor da Chuteira de Ouro adidas, e o uruguaio Diego Forlán, premiado com a Bola de Ouro adidas, entraram respectivamente no top 10 e no top 50 do Índice Castrol.
Forlán teria uma média bem mais alta não fosse a sua taxa de finalização de passes, considerada fraca. O astro charrua aparece na 61ª colocação entre os 71 atacantes que deram mais de 50 passes. Companheiro do melhor jogador do torneio na linha de frente da Celeste, Luis Suárez superou Forlán ao terminar na oitava posição do ranking.
Também merecem reconhecimento o ganês John Pantsil e o paraguaio Paulo da Silva. Os dois zagueiros se mantiveram no top 20 mesmo tendo sido eliminados nas quartas de final.
Mas só poderia haver um vencedor e foi Sergio Ramos quem colheu os louros da edição inaugural do Índice Castrol, encerrando duas temporadas mágicas para si e para a Espanha com o Troféu da Copa do Mundo da FIFA.










