A Copa do Mundo da FIFA contou com mais de uma centena de países nas eliminatórias para a Itália 1990, embora o total de participantes tenha sido ligeiramente inferior em relação ao da edição anterior. C

omo de costume, o primeiro jogo da fase preliminar foi disputado no Caribe. Trinidad e Tobago derrotou a Guiana por 4 a 0 no dia 17 de abril de 1988.

Por uma estranha coincidência, 20 meses depois Trinidad e Tobago também protagonizaria a última partida das eliminatórias. Muito próxima de conquistar a vaga no mundial, a seleção caribenha perdeu em casa para os Estados Unidos. O único gol da partida foi marcado por Paul Caligiuri. O resultado assegurou a primeira participação dos norte-americanos na Copa do Mundo da FIFA em 40 anos. A Costa Rica do técnico Bora Milutinovic conquistou a outra vaga da América do Norte, América Central e Caribe. Punido pela FIFA, o México não disputou as eliminatórias.

Um episódio polêmico marcou as eliminatórias sul-americanas. No jogo entre Brasil e Chile no Maracanã, um rojão caiu próximo do goleiro chileno Roberto Rojas, que simulou um ferimento. Perdendo por um gol, os chilenos abandonaram a partida. Mas a farsa não tardou a ser descoberta. Os envolvidos foram punidos com rigor. O Chile foi banido da Copa do Mundo da FIFA por oito anos, e Rojas, suspenso pelo resto da vida, antes de reiniciar a carreira como preparador de goleiros e, depois, treinador, no próprio Brasil.

Juntamente com os brasileiros, Uruguai e Colômbia foram os representantes da América do Sul na Itália 1990. Os colombianos se classificaram pela primeira vez desde 1962 ao vencerem a repescagem contra Israel, em um confronto que rendeu somente um gol em duas partidas. Os israelenses haviam terminado no primeiro lugar de um grupo que tinha as duas principais seleções da Oceania, Austrália e Nova Zelândia.

Na Europa, as seleções foram repartidas em quatro grupos de cinco e três grupos de quatro. Os dois melhores de cada grupo garantiriam a classificação para a Copa do Mundo da FIFA, à exceção do pior segundo colocado dos grupos de quatro. Uma derrota na última partida contra a Romênia deixou a Dinamarca nessa triste posição, privando o mundial de uma das seleções mais interessantes da edição de 1986. Inglaterra e Alemanha Ocidental se contentaram com o segundo lugar dos seus respectivos grupos. De maneira geral não houve muitas surpresas nas eliminatórias europeias, exceto pelo caso da França. O país lamentaria muito o empate em 1 a 1 com o Chipre no dia 22 de outubro de 1988 em Nicósia. Ao final da competição, o resultado acabou deixando os franceses com um ponto a menos que a Escócia.

Após a longa maratona das eliminatórias africanas, Egito e Camarões carimbaram os passaportes para a Itália. Os egípcios se classificaram pela primeira vez desde 1934, enquanto os camaroneses voltariam ao torneio depois da campanha invicta na Espanha 1982. Em uma batalha equilibradíssima entre os seis países que avançaram à fase final das eliminatórias asiáticas, a Coreia do Sul e os Emirados Árabes Unidos terminaram a competição sem sofrer nenhuma derrota e se classificaram para a Copa do Mundo da FIFA. Uma vitória e quatro empates foram suficientes para que o selecionado árabe garantisse a vaga no mundial.