Pela primeira vez na história o número de inscritos nas eliminatórias para a Copa do Mundo da FIFA superou a marca simbólica dos 100 países. No entanto, o número final de participantes foi menor, depois das várias desistências. A eliminação do Uruguai foi uma das surpresas da fase preliminar do torneio.

Além da anfitriã Argentina, Brasil e Peru representaram a América do Sul. A Bolívia disputou uma repescagem intercontinental com a forte seleção da Hungria e perdeu ambas as partidas. Os húngaros já haviam eliminado a União Soviética na fase de grupos, e a Tchecoslováquia também não conseguiu a classificação. A Inglaterra perdeu apenas uma vez em seis jogos, para a Itália, em Roma, mas os italianos se classificaram graças ao melhor saldo de gols.

Como de costume, o México teve de percorrer um longo caminho antes de chegar à Copa do Mundo da FIFA. Os mexicanos acabaram com o mesmo número de pontos de Estados Unidos e Canadá e também só conseguiram a classificação graças ao saldo de gols. O México venceu as cinco partidas que disputou em casa e marcou 20 gols durante a competição.

Na África, quase 50 jogos foram disputados para definir os classificados. Depois da longa jornada e da vitória por 4 a 1 diante do Egito, foi a Tunísia que carimbou o passaporte para a Argentina 1978. Mas a classificação do país teve um quê de milagre: depois de empatar duas vezes com o Marrocos, a seleção tunisiana finalmente conseguiu vencer os marroquinos por 4 a 2 nos pênaltis.

Nas eliminatórias da Ásia e da Oceania, quem ditou o ritmo desta vez foi o Irã. O país venceu quatro jogos de maneira convincente na primeira fase e, na fase final, acumulou seis vitórias. Apesar dos dois empates com a Coreia do Sul, a classificação dos iranianos nunca esteve ameaçada.