Todos os recordes obtidos até então foram batidos na Copa do Mundo da FIFA França 1998: 174 países inscritos (dos quais 168 realmente participaram), 643 partidas e mais de 15 milhões de espectadores. Houve alguns recordes individuais, também: o Irã derrotou as Maldivas por 17 a 0, até então o maior placar da história da Copa do Mundo da FIFA. Karim Bagheri marcou sete gols na partida, um novo recorde.
A seleção iraniana continuou chamando a atenção. Na repescagem intercontinental entre Ásia e Oceania, o Irã chegou a estar perdendo por 2 a 0 na Austrália, mas conseguiu o empate para a tristeza dos 85 mil torcedores presentes no Cricket Ground de Melbourne. Nas eliminatórias asiáticas, a Arábia Saudita se classificou para a Copa do Mundo da FIFA pela segunda vez consecutiva, juntamente com a Coreia do Sul, presença constante nas últimas edições do torneio.
Na Europa, pela primeira vez houve partidas de repescagem entre os segundos colocados da fase de grupos das eliminatórias. Noruega, Itália, Espanha, Alemanha e Romênia se classificaram sem sofrer nenhuma derrota, mas nem mesmo as cinco vitórias e três empates dos italianos bastaram para levá-los ao primeiro lugar do grupo, vencido pela Inglaterra. O gol de Tony Cascarino marcado na última partida contra a Romênia assegurou à Irlanda o empate em 1 a 1 e impediu os romenos de terminarem a competição com 100% de aproveitamento. Na repescagem, a Iugoslávia somou 12 a 1 no placar agregado contra a Hungria. Sem surpresas, a Croácia eliminou a Ucrânia e se tornou o primeiro dos novos países da Europa a estrear na Copa do Mundo da FIFA.
Nada menos que 72 partidas foram disputadas pelas eliminatórias sul-americanas que, pela primeira vez, tiveram um grupo único. Argentina, Paraguai, Colômbia e Chile garantiram a classificação para a França 1998.
Como de costume, as eliminatórias mais longas aconteceram na América do Norte, América Central e Caribe, onde os favoritos México e Estados Unidos se classificaram sem maiores problemas. O terceiro lugar ficou com a recém-chegada seleção da Jamaica, que confirmou o progresso realizado nos últimos anos. Uma curiosidade: após a campanha invicta nas eliminatórias e a conquista da vaga na França, os mexicanos tiveram uma série de resultados ruins e dispensaram o técnico Bora Milutinovic.
Na África, os classificados foram seleções já bem estabelecidas no mundo do futebol. Nigéria, Camarões, Tunísia e Marrocos já haviam participado de edições anteriores da Copa do Mundo da FIFA. A única novidade foi a África do Sul, mas, tendo em vista o potencial dos jogadores e a conquista da Copa Africana das Nações em 1996, a classificação do país não chegou a ser uma surpresa. Mesmo assim, faltou pouco para que o Congo provocasse uma zebra em Joanesburgo no dia 16 de agosto de 1997. Um gol solitário naquela partida decidiu que os sul-africanos ficariam com a última vaga do continente.