Cristiane salva o Brasil no final
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A falta de criatividade da Seleção Brasileira fez com que a equipe estivesse perto de sair do Millennium Stadium, em Cardiff, com um empate em 0 a 0 diante da Nova Zelândia. Foram vários momentos de domínio, mas muitos erros de passe e poucas chances reais criadas.

Tudo isso até cinco minutos antes do fim da partida, quando Cristiane – que,durante a estreia contra Camarões se tornou de forma isolada a maior artilheira da história do Torneio Olímpico Feminino – resolveu aparecer de novo. De volta à equipe titular depois de se mostrar 100% recuperada de uma lesão no ombro e em ritmo de jogo, a atacante aproveitou um rebote na grande área para, por cobertura, marcar o gol que deu às comandadas de Jorge Barcellos a vitória por 1 a 0, que vale a classificação antecipada às quartas de final.

Na última rodada do grupo, na terça-feira, as brasileiras fecham sua participação na primeira fase diante da Grã-Bretanha, enquanto as neozelandesas terão pela frente as camaronesas.

Os primeiros minutos foram de pressão absoluta para as brasileiras, com uma saraivada de chutes perigosos de Cristiane – de longe, a jogadora mais perigosa do ataque. O domínio, porém, durou 15 minutos e, aos poucos, na medida em que se sentia mais segura por ter segurado o ataque brasileiro, a Nova Zelândia equilibrou a partida e chegou até mesmo a levar algo de perigo.

Foi só nos últimos minutos da primeira etapa que o Brasil retomou seu ritmo inicial e esteve mais perto de marcar, quando Formiga pegou o rebote de um escanteio e bateu de voleio: a bola desviou na zaga neozelandesa e passou raspando a trave esquerda.

A segunda etapa foi similar à primeira: impressão de domínio absoluto brasileiro, até o momento em que a falta de criatividade abateu a equipe e se manteve ao longo de quase todo o tempo. Foi só a cinco minutos do fim que o oportunismo de Cristiane salvou o dia.