O outro falcão do futsal
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Falcão é um dos maiores fenômenos da história do futebol de salão. O camisa 12 do Brasil costuma encantar a torcida e aterrorizar os adversários com dribles de grande habilidade e ousadia. Mas o craque brasileiro não é o único falcão que está dando show na Copa do Mundo de Futsal da FIFA Tailândia 2012.

A imagem acima mostra o italiano Saad Assis mergulhando para se proteger de um falcão que invadiu o Ginásio Huamark na semana passada. A ave provocou a interrupção do jogo contra o México e parece ter se divertido driblando os voluntários que tentavam capturá-la. O animal ficou pousado próximo à marca do pênalti das duas equipes, desafiando os goleiros e causando sensação entre os torcedores, que vibravam calorosamente toda vez que o inusitado visitante voltava a escapar.

Contudo, a associação entre o esporte mais popular do mundo e o pássaro tem uma longa e rica história. Em maio de 1911, jovens islandeses que fundavam um time de futebol decidiram batizar a equipe com o nome Valur, que significa "falcão" no idioma local, depois de avistarem a ave sobrevoando suas cabeças.

Desde então, o falcão se transformou em símbolo da nação nórdica, enquanto o Valur conquistou 20 títulos do campeonato nacional (marca batida apenas pelo KR, com 25) e revelou alguns dos melhores jogadores da história da Islândia, como Albert Gudmundsson, Gudni Bergsson e Eidur Gudjohnsen.

Diversos outros clubes também adotaram o nome da ave como apelido. É o caso do turco Gaziantepspor, do russo Sokol e do Spartak de Varna, da Bulgária. Já o extinto Toronto Falcons, do Canadá, integrou a Liga Norte-Americana de Futebol na década de 1960.

Os jogadores de algumas seleções também levam alcunhas inspiradas na espécie, como Montenegro ("falcões valentes"), Arábia Saudita ("falcões verdes") e Sudão ("falcões de Jediane"). Já a equipe nacional de São Tomé e Príncipe é conhecida como "A Selecção de Falcão e Papagaio", enquanto as jogadoras da Nigéria são carinhosamente chamadas de "super falcões".