Depois de 13 dias, o Torneio de Futebol da edição inaugural da Olimpíada da Juventude chegou ao fim, tendo Chile e Bolívia como primeiros vencedores nas competições feminina e masculina respectivamente. O evento atraiu a atenção de todo o planeta, mas foi o esforço dos jogadores, dentro e fora de campo, que assegurou o sucesso da competição. O FIFA.com selecionou os dez momentos mais marcantes do torneio.

1. O gol mais rápido
Cingapura não poderia ter começado melhor no torneio. Ammirul Mazlan, no seu primeiro toque na bola, abriu o placar no primeiro minuto de jogo, na partida de estreia dos anfitriões. O gol abriu caminho para a vitória de 3 a 1 sobre o Zimbábue e foi o mais rápido da competição.

2. Artilheiro
O atacante boliviano Rodrigo Mejido jogou tudo o que sabia contra o Haiti, marcando quatro gols e dando três assistências na vitória de 9 a 0 dos sul-americanos, o maior placar do torneio. Mejido marcou outros dois gols nas partidas seguintes e consagrou-se artilheiro da competição. "Estou orgulhoso por ajudar a equipe a conquistar a medalha de ouro", disse o jogador ao FIFA.com. "Isso significa que sempre podemos realizar os nossos sonhos, contanto que trabalhemos duro e continuemos a evoluir."

3. A recuperação do Haiti
Apesar da derrota desastrosa para os bolivianos, o valente Haiti conquistou respeito ao vencer Vanuatu de virada por 2 a 1, antes de eliminar os anfitriões com uma vitória por 2 a 0 na semifinal. "Conquistar a medalha de prata olímpica nos dá motivação extra para continuar o nosso processo de reconstrução", disse o capitão haitiano, Daniel Gedeon. "Vamos manter essa energia para evoluirmos ainda mais."

4. Super-reserva
Luis Banegas chegou a Cingapura recuperando-se de uma leve contusão e mostrou-se o jogador reserva mais eficaz do torneio. O atacante boliviano entrou em campo quando a sua seleção estava reduzida a dez jogadores na revanche final contra o Haiti e marcou dois gols da vitória por 5 a 0. "O meu ídolo é o atacante sueco Zlatan Ibrahimovic do Barcelona", disse Banegas ao FIFA.com. "Quero jogar por um bom clube europeu do nível do Barcelona, exatamente como ele."

5. Dupla ameaça
Vanuatu deve aos gêmeos Coulon a vitória de 2 a 0 sobre o Zimbábue que fechou com chave de ouro a sua campanha. Raoul comandou o espetáculo na defesa, enquanto o irmão Michel, no outro extremo do campo, teve importante participação nos dois gols da seleção.

6. Lágrimas de Kadir
Depois que os seus jogadores comemoraram no pódio a conquista da medalha de bronze, o técnico de Cingapura, Kadir Yahaya, chorou ao conversar com o FIFA.com. "Os jogadores superaram muita pressão para vencerem o jogo e pelo menos fizemos algo pelo nosso país."

7. Craques do choro
A meio-campista turca Hilal Baskol chorou compulsivamente depois de sofrer um gol do Chile nos acréscimos, quando a partida estava empatada em 2 a 2. A artilheira Judit Ndong também foi às lágrimas, lamentando a derrota da Guiné Equatorial para o Chile na decisão por pênaltis, na final da competição.

8. Especialistas em cobrança de falta
A turca Hilala Baskol foi a especialista em cobranças de falta do torneio feminino. Todos os seus três gols foram marcados em lances de bola parada. A chilena Romina Orellana também mostrou o seu talento na finalíssima contra a Guiné Equatorial, marcando um gol de falta e convertendo a última bola do Chile na decisão por pênaltis para garantir a medalha de ouro à equipe.

9. O valente Lightfoot
Depois de sofrer um sério corte na cabeça durante a partida válida pela disputa do terceiro lugar do torneio contra Montenegro, o capitão de Cingapura e um das atletas que carregou a tocha na cerimônia de abertura recebeu tratamento em um hospital e voltou ao campo para a cerimônia de entrega das medalhas. "Precisei voltar aqui porque esta é a oportunidade de uma vida inteira", disse Jeffrey Lightfoot ao FIFA.com. "A partir de agora, devemos continuar a evoluir para nos tornarmos uma verdadeira potência."

10. Cumprindo a promessa
Único técnico a ter declarado abertamente a ambição de ganhar a medalha de ouro antes do torneio, Douglas Cuenca, da seleção boliviana, cumpriu a promessa ao conquistar o título com quatro vitórias consecutivas. "Vencer a final significa mais do que a medalha de ouro para nós", disse Cuenca ao FIFA.com. "Para os jogadores, o triunfo pode abrir as portas de um futuro brilhante. O povo boliviano deve ficar orgulhoso do sucesso da equipe no torneio."