As seleções de Vanuatu e Trinidad e Tobago terminaram os Jogos Olímpicos da Juventude em alta com triunfos nas decisões de quinto lugar dos torneios masculino e feminino, respectivamente. No primeiro confronto do dia, as meninas trinitárias superaram Papua-Nova Guiné nos pênaltis. Em seguida, dois gols de Andre Kalselik deram aos vanuatuenses a vitória de 2 a 0 sobre o Zimbábue.
O jogo do dia
Vanuatu 2 x 0 Zimbábue
Gols: Andre Kalselik (20 e 60)
Sem nada a perder, ambas as seleções entraram em campo para encerrarem a campanha com honra. O Zimbábue começou atacando, mas foram os garotos de Vanuatu que logo passaram a dominar o jogo com um bom toque de bola. Santino Mermer participou das melhores jogadas e obrigou o goleiro zimbabuano Fungai Benard a defender um chute rasteiro nos minutos iniciais.
Os representantes da Oceania abriram o marcador na metade do primeiro tempo após uma bela combinação da dupla de ataque formada por Michel Coulon e Andre Kalselik. Após receber cruzamento de Jelene Waiwai na entrada da área, Coulon fintou Benard e tocou para o desmarcado Kalselik, que manteve a calma para converter.
O Zimbábue aumentou o ritmo no segundo tempo e poderia ter empatado quando Lucky Ndlela entrou livre de frente para o gol, mas chutou inexplicavelmente em cima do goleiro. Os africanos continuaram pressionando no ataque, mas foi o adversário que ampliou aos 15 da etapa final. Mais uma vez Coulon teve participação, correndo pela direita e cruzando com força. Benard afastou, mas a bola caiu nos pés de Kalselik, cujo chute desviou antes de entrar.
O outro jogo
Trinidad e Tobago 0 x 0 Papua-Nova Guiné (4 x 2 nos pênaltis)
Uma chuvarada antes da partida acabou atrasando em quase uma hora o apito inicial, mas trouxe consigo um ar mais fresco ao Estádio Jalan Besar. As meninas de Trinidad e Tobago dominaram o jogo no início, com Marlique Asson e Jonelle Warrick constantemente ameaçando a meta adversária.
Em uma jogada de ataque, Asson fez um cruzamento que acabou indo direto para o gol e pegou no poste, sobrando para Warrick chutar por cima do travessão. Por sua vez, a seleção de Papua Nova-Guiné perdeu uma ótima chance em cobrança de falta de Georgina Kaikas, defendida pela goleira Lebrisca Phillip.
As duas equipes voltaram mais ofensivas depois do intervalo, mas a falta de precisão continuou sendo o maior problema. Na decisão por pênaltis, as papuásias Rumona Morris e Biangka Gubag erraram e deram a vitória às adversárias, que não desperdiçaram nenhuma das quatro cobranças.
O gol mais bonito
O primeiro gol marcado por Kalselik foi um exemplo da postura do atacante e da generosidade de Coulon, que deu a assistência.
O número
1 — Trinidad e Tobago e Papua-Nova Guiné terminaram o seu confronto direto sem gols depois de 80 minutos e levaram o jogo para a primeira decisão por pênaltis do torneio.
A frase
"Ambas as seleções jogaram muito bem, e o jogo foi bom. A decisão nos pênaltis empolgou a torcida. Para nós, perder dessa forma pode ter sido cruel, mas as meninas jogaram o seu melhor, e por isso mesmo assim estou feliz." Michael Robinson, técnico de Papua-Nova Guiné

