Goleiros sul-coreanos acabam com sonho britânico
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A Coreia do Sul contou não apenas com a qualidade de um goleiro, mas de dois, para acabar com o sonho da Grã-Bretanha no Torneio Olímpico de Futebol Masculino e se colocar frente a frente com o Brasil na semifinal da próxima terça-feira, no estádio Old Trafford, em Manchester.

Dois pênaltis perdidos - um no tempo normal e outro na disputa decisiva; cada um deles defendido por um goleiro diferente – eliminaram os britânicos após um empate em 1 a 1 ao longo do tempo regulamentar.

No primeiro tempo, com o placar em 1 a 1, Aaron Ramsey teve uma cobrança defendida por Jung Sungryong. Depois de um jogo tenso e com poucas chances do segundo tempo diante, a decisão da vaga em Cardiff foi para a disputa por pênaltis e, com o placar em 4 a 4, sem desperdícios, o atacante Daniel Sturridge – herói da classificação para as quartas – teve seu chute defendido pelo goleiro reserva Lee Bumyoung, que entrara no segundo tempo na vaga do titular, lesionado.
Se alguém disser simplesmente que o primeiro tempo terminou em 1 a 1 e que a Grã-Bretanha ainda perdeu um pênalti, é difícil acreditar, mas o fato é que os sul-coreanos dominaram amplamente os primeiros 45. Com Koo Jacheol municiando a perigosa dupla de ataque formada por jogadores que jogam no futebol inglês – Ji Dongwon, do Sunderland, e Park Chuyoung, do Arsenal -, a equipe criou chance atrás de chance ao longo dos 30 minutos iniciais. O gol veio aos 29, num chute forte de Ji Dongwon da entrada da área que nem acertou tão perto da trave esquerda, mas, por sua força, passou bem entre as mãos do goleiro Jack Butland.

A reação britânica veio imediatamente e de uma só vez: num intervalo de cinco minutos, os donos da casa tiveram dois pênaltis a seu favor. Primeiro, Oh Jaesuk cortou com a mão o chute de Ryan Bertrand da marca do penalty. Aaron Ramsey bateu no canto direito e a bola passou por baixo do goleiro Jung Sungryong, que ainda a tocou. Na oportunidade seguinte, o sul-coreano não ficou apenas no quase: depois de Daniel Sturridge ser derrubado na área, Ramsey partiu outra vez para a cobrança, agora no canto esquerdo. Mais uma vez, seu chute não foi muito no canto, e Sungryong defendeu para manter o 1 a 1 no intervalo.

O segundo tempo foi completamente diferente. Primeiro, porque não houve superioridade de lado nenhum, mas também porque praticamente não houve chances claras. Houve, sim, muita tensão, nervosismo e um clima de que a prorrogação estava por vir.

E ela não só veio como foi um microcosmo do jogo todo: de algo agitado e repleto de chances, aos poucos os 30 minutos extra foram se transformando num combate nervoso e cheio de cautela. O que decidiria a sorte, de novo, seria um pênalti perdido por um britânico.

Dessa vez, no entanto, os protagonistas eram outros, de lado a lado. Daniel Sturridge foi quem cobrou a quinta penalidade para a Grã-Bretanha na disputa por pênaltis, após quatro gols de cada lado. E o goleiro reserva Lee Bumyoung – que havia entrado no segundo tempo, no lugare do lesionado Jung Sungryong – voou para o canto direito para acabar com o sonho britânico.