Gabriel: "Um clássico na final"
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A semifinal da Copa do Mundo de Futsal da FIFA Tailândia 2012 com certeza ficará por muito tempo na memória de Gabriel. Na vitória por 3 a 1 do Brasil contra a Colômbia, o craque marcou dois gols, fez a jogada do terceiro - um gol contra do colombiano Jhonathan Toro - e saiu como herói de uma equipe que busca agora o pentacampeonato mundial em sua sexta final.

Mais ainda, o jogador pôde comemorar em dobro. Afinal, a grande atuação aconteceu na véspera de seu aniversário de 32 anos, um motivo a mais para festejar e receber elogios dos companheiros. "A vitória de hoje, a classificação para a final contra a Espanha e os meus gols foram como um presente de aniversário antecipado", declarou um animado Gabriel ao FIFA.com.

Passados os momentos de festa, ele sabe que a hora é de concentração máxima para uma final que era amplamente esperada. Isso porque a decisão do domingo será uma reedição da do Brasil 2008, vencida pela Seleção. Para Gabriel, enfrentar os rivais europeus é sempre uma ocasião especial, principalmente poeque, desde 2004, atua em quadras espanholas: atualmente, ele é jogador do Barcelona ao lado dos companheiros Ari e Wilde e de seis atletas da seleção espanhola que entram com o mesmo objetivo dos agora rivais.

"Nós nos conhecemos muito bem porque jogamos juntos na Espanha. Mas, no final, isso não será vantagem para nenhuma das equipes", afirmou o experiente jogador. "A Espanha conta com muitos bons jogadores, e acredito que a partida será muito nervosa. Precisamos estar completamente concentrados porque até um pequeno erro pode acabar com os nossos sonhos de título."

Gabriel sabe bem do que está falando. Além de muitos títulos por clubes, o ala também foi campeão mundial pelo Brasil em 2008. Na final, os brasileiros derrotaram justamente o selecionado ibérico após cobranças de pênaltis, chegando ao tetracampeonato mundial. Passados quatro anos, entretanto, o jogador de 1,80 metro de altura acredita que isso não terá nenhuma importância na final.

"Jogar contra a Espanha é sempre um problema muito difícil que precisamos resolver", afirmou Gabriel. "A final é um clássico. A Espanha tem uma equipe que sabe se defender muito bem. Os detalhes serão decisivos na partida. Coisas pequenas podem definir o resultado. Precisamos jogar com objetividade e temos de pensar em uma boa estratégia contra a forte defesa dos espanhóis para conseguirmos levar a melhor mais uma vez no domingo."

Uma única meta
Depois da grande atuação na semifinal, Gabriel segue animado para contribuir de modo tão decisivo em uma nova - e última - vitória da sua equipe. "Para mim é indiferente ver quem marca os gols", comentou. "Nas semifinais fui eu, na final poderá ser outro jogador. Normalmente não costumo marcar muito porque atuo mais na preparação de jogadas para os meus companheiros. De qualquer forma, o mais importante é que a equipe vença, não importa quem seja o responsável pelos gols."

E Gabriel não se acanhou nem um pouco quando foi questionado sobre qual seria o significado para ele de um segundo título mundial. "Obviamente, será fantástico se ganharmos de novo", afirmou, com muita confiança. "Para mim, seria o bicampeonato mundial. Mas para alguns jogadores do nosso elenco seria a primeira conquista de uma Copa do Mundo. Independentemente disso, todos têm o mesmo objetivo."