Na véspera do Sorteio Oficial da Copa das Confederações da FIFA, o Anhembi, em São Paulo, recebeu os treinadores das sete equipes já classificadas para o Festival de Campeões – falta a oitava, a campeã africana a ser definida em fevereiro – para um papo com a imprensa presente ao evento.

Ainda sem saber seus adversários, mas já cientes da importância que há em ser um dos pouquíssimos a disputar um torneio de nível tão alto, os sete técnicos deram suas impressões sobre aquilo que esperam do Brasil 2013. Veja o que eles disseram:

José Manuel de la Torre (México):
“Nós sempre entramos nos torneios para alcançar os melhores resultados. Muitos achavam que o México não poderia conseguir alguma medalha quando fomos para os Jogos Olímpicos, mas acreditamos que tínhamos essa possibilidade por termos um ótimo time e conseguimos. Mas isso se baseia no trabalho e precisamos sempre trabalhar em equipe. Foi isso que nos levou à medalha de ouro, e é desta forma que vamos disputar a Copa das Confederações da FIFA.”

Vicente Del Bosque (Espanha):
“Temos um objetivo para a Copa das Confederações da FIFA e vamos nos preparar pra fazer o melhor possível. Temos a conduta de sempre levar os melhores jogadores, e este é um torneio muito importante. Sem dúvida, traremos os melhores para o Brasil em 2013. Vivemos um momento de bonança, apesar da conjuntura muito difícil na parte econômica. Mas é importante ressaltar que a formação que usamos não é a única maneira de ganhar.”

Óscar Tabárez (Uruguai)
“Estamos pensando em aproveitar o momento: contra a Espanha, que está fazendo história, o México, com tantas vitórias e um futebol moderno; a Itália, com sua tradição defensiva e liderada pelo Prandelli, que montou um time moderno e equilibrado; o Japão, com seu bom jogo; contra a África, que com certeza trará um time de peso; e o Taiti, pelo qual tenho grande curiosidade e respeito. Vemos tudo a partir deste ponto de vista, vamos ver o que acontece, no momento dos jogos.”

Cesare Prandelli (Itália)

“As expectativas são de uma equipe que quer crescer internacionalmente. Nesse ano e meio trabalhamos muito, e queremos dar continuidade e chegar com uma preparação mental adequada. Queremos dar continuidade com esses meninos, que nesse momento estão procurando um espaço em nível internacional. Mesmo não tendo tido bom desempenho na final europeia, sabemos que a Copa das Confederações da FIFA é um primeiro passo para a Copa do Mundo da FIFA. No entanto, na Itália há muita superstição, então falar agora de Copa do Mundo da FIFA não seria bom. Precisamos primeiro nos classificar e jogar a Copa das Confederações da FIFA. Precisamos de uma equipe com personalidade, mas também com a possibilidade de aproveitar jogadores jovens interessantes.”

Alberto Zaccheroni (Japão)
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Na Copa Asiática de Seleções enfrentamos as equipes de nosso continente, entendemos qual é a nossa dimensão e a nossa força. Mas na Copa das Confederações da FIFA vamos realmente enfrentar outra realidade. É um nível completamente diferente, mas não temos medo.”

Eddy Etaeta (Taiti):
Somos um país muito pequeno e é fantástico podermos jogar a Copa das Confederações da FIFA contra outros sete países. Na Oceania, em junho foi uma grande alegria para nós descobrir que viríamos ao Brasil. Depois daquela vitória, eu acredito que os nossos jogadores não estivessem realmente conscientes do que estava à nossa frente com a Copa das Confederações da FIFA. Nos dois meses seguintes foi até difícil digerir a vitória. Agora precisamos estar conscientes de que vamos jogar com os grandes e nos perguntar as coisas certas.”

Luiz Felipe Scolari (Brasil):
“A expectativa que temos ao treinar a Seleção na Copa das Confederações de idealizar e montar 90% ou até 100% da equipe que estará no Mundial. Sabemos que surgem muitos atletas de um ano para o outro em condições de jogar pela Seleção mas a Copa das Confederações nos trará um balizamento completo do que precisamos. É uma oportunidade muito interessante para o técnico de qualquer seleção, mas principalmente para mim, porque é a primeira realizada no Brasil: uma competição oficial, com jogos bem fortes e ainda mais importante para nós, que não participamos das eliminatórias. Isso, aliás, afeta também a parte da identidade, da nossa identificação como seleção – coisa que teríamos se jogássemos partidas oficiais e importantes a cada dois meses. Vamos criar a identidade à medida em que jogarmos a Copa das Confederações e os amistosos.

A Copa das Confederações é um parâmetro sobretudo para o treinador, porque teremos os jogadores à disposição, se não me engano, 14 dias antes do início. É um período bom para que a gente conheça algumas situações e a realidade dos atletas, para que eu possa formular na cabeça de que forma vamos jogar, o que esperar de determinado atleta, como ele reage quando é cobrado, etc. Isso é mais importante que o resultado.”