Primeira fase, primeiro balanço
© Getty Images

Quase todos os favoritos chegaram às quartas de final da Euro 2012. A exceção é a vice-campeã mundial Holanda, que deu adeus à competição com inesperadas três derrotas. Já as duas outras seleções mais cotadas — Espanha, primeira colocada do Grupo C, e Alemanha, único país a ter vencido as três partidas — passaram de fase sem maiores surpresas.

Inglaterra e Portugal, por sua vez, são os dois únicos classificados que jamais venceram a competição. Já as anfitriãs Polônia e Ucrânia não conseguiram realizar o sonho da torcida com uma inédita passagem para a segunda fase. Vale ressaltar que, pela primeira vez na história do torneio, nenhum 0 a 0 foi registrado na fase de grupos. O FIFA.com faz um resumo da primeira do torneio.

As confirmações
Apesar de ter passado com 100% de aproveitamento, a Alemanha não dominou o grupo com total facilidade. Muitas vezes pressionada, como nos primeiros 20 minutos diante da Holanda, a seleção alemã soube se fechar bem quando necessário e buscar o caminho do gol através do atacante Mario Gomez.

A Espanha também não chegou lá com uma grande margem de segurança. Mas o fantástico trio do Barcelona formado por Xavi, Andrés Iniesta e Sergio Busquets apresentou o potencial de sempre. Mesmo sem Carles Puyol e David Villa, os representantes da equipe catalã formaram a espinha dorsal de uma seleção que efetuou 810 passes apenas no jogo diante da Irlanda, 127 deles só de Xavi, que já havia sido eleito o melhor jogador da última Euro.

Surpresas e zebras
Alguns países que fracassaram na Copa do Mundo da FIFA 2010 estão mais uma vez na briga pela taça: a Itália, que praticou um futebol objetivo e transformou o espírito defensivo do passado em ofensividade; e a França, que, em momentos, reencontrou o bom futebol de outrora, como na vitória convincente sobre a Ucrânia.

Com vários jogadores lesionados e um novo treinador que chegou há pouco tempo, a Inglaterra não deixava a torcida muito confiante. Apesar disso, os comandados de Roy Hodgson demonstraram que podem chegar lá, principalmente agora com o reforço de Wayne Rooney, que esteve suspenso nos dois primeiros jogos. O renascimento da República Tcheca, depois da goleada sofrida diante da Rússia por 4 a 1 logo na estreia, foi sem dúvida a grande surpresa da competição. Por outro lado, é impossível não se lembrar da edição de 2004 após a classificação da Grécia, que naquele ano acabou levando o título com um futebol altamente defensivo, ainda que se superando a cada jogo.

Ainda no campo das surpresas, desta vez negativa, está a eliminação da Holanda e o exemplo da fragilidade de uma seleção cheia de craques que teve muita dificuldade em transformar talentos individuais em força coletiva. Polônia e Ucrânia, apesar de participações mais do que honrosas, acabaram sendo vítimas de uma pressão que não permitiu que colocassem em campo todo o seu potencial. Por fim, a Rússia, que já pensava nas quartas de final, acabou enganada pelo sistema defensivo grego.

O jogo
Gols, suspense e entrega foram os ingredientes da grande partida que acabou com vitória inglesa por 3 a 2 sobre a Suécia. Principalmente durante a segunda etapa, digna de um filme de suspense e que contou com quatro dos cinco gols do jogo. Os suecos foram para o vestiário perdendo por 1 a 0, conseguiram a virada no segundo tempo, cedendo outros dois gols após a entrada de Theo Walcott.

Os gols
No campo dos golaços, dois grandes artilheiros. O gigante sueco Zlatan Ibrahimovic, que aproveitou a assistência de Christian Wilhelmsson para agraciar os amantes do futebol com um forte voleio de técnica impecável na entrada da área francesa. Um verdadeiro lance de mestre.

Também cheia de classe foi a finalização do imprevisível Mario Balotelli. De costas para o gol após cobrança de escanteio, o italiano emendou um voleio dentro da pequena área sem chances para o veterano goleiro Shay Given (124 convocações para a seleção irlandesa).

O número
7
— A quantidade de jogadores que marcaram ao menos um gol em três edições diferentes da Euro. Este ano, os portugueses Hélder Postiga e Cristiano Ronaldo e o sueco Zlatan Ibrahimovic se juntaram ao alemão Jürgen Klinsmann, ao tcheco Vladimir Smicer, ao português Nuno Gomes e ao francês Thierry Henry.

O que eles disseram
"Não se trata de termos ficado mais ambiciosos. Apenas continuamos jogando com tranquilidade, aproveitando o máximo que pudemos e jogando o melhor futebol possível."
Roy Hodgson, técnico da Inglaterra

Confrontos das quartas de final
Quinta-feira, 21 — Varsóvia: Portugal x  República Tcheca
Sexta-feira, 22 — Gdansk: Alemanha x Grécia
Sábado, 23 — Donetsk: Espanha x França
Domingo, 24 — Kiev: Inglaterra x Itália