Grécia apronta, tchecos fazem festa
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Mais uma vez a  Grécia aprontou na Euro. Assim como em 2004, quando entrou na competição como um dos azarões e saiu com o título, nesta nova edição ela entrou desacreditada, acumulou dois resultados ruins nas primeiras rodadas, mas garantiu neste sábado uma classificação heroica às quartas de final ao derrotar a Rússia por 1 a 0 em Varsóvia, com gol do veterano Giorgios Karagounis, de 35 anos.

No outro jogo do Grupo A, em Wroclaw, a República Tcheca frustrou a torcida local com um triunfo por 1 a 0 sobre a Polônia e terminou em primeiro lugar na chave com seis pontos, seguidos pelos gregos, com quatro, mas com vantagem sobre a Rússia no confronto direto.Vale lembrar que o time do português Fernando Santos entrou na última rodada como lanterna e com poucas chances de avançar.

Por outro lado, os russos, que começaram a competição com goleada por 4 a 1 sobre os tchecos, dando a impressão de que avançariam com tranquilidade, foram eliminados precocemente do torneio, assim como a anfitriã Polônia, que terminou com dois pontos.

Presente de grego
No jogo em Varsóvia, a então líder Rússia teoricamente precisava de pouco para avançar e foi melhor no primeiro tempo. Já a Grécia só se arriscava no ataque com o gigante Samaras, geralmente aberto pela esquerda. Em busca de um gol, os helênicos assustavam nas bolas alçadas na área, como no escanteio em que Katsouranis desviou de cabeça e obrigou Malafeev a fazer boa defesa.

Com mais qualidade, os russos equilibraram a partida, e Arshavivn começou a distribuir a bola e encontrar os companheiros em boas posições. Depois de tabela com o capitão da equipe, Dzagóev serviu Kerzhakov, que bateu buscando o ângulo e por muito pouco não abriu o placar.

Da metade do primeiro tempo para frente, os gregos recuaram enquanto os russos tocavam a bola. O time do holandês Dick Advocaat acuou os adversários, mas não conseguiu furar o bloqueio à frente do gol de Sifakis. E a falta de gol se mostrou fatal. Já nos acréscimos, Karagounis se aproveitou de um vacilo da defesa, invadiu a área e disparou a meia altura, sem chances para Malafeev.

Com a pressão do outro lado, a Grécia cresceu e usou a grande experiência de seus jogadores. Ao 15, um lance que poderia definir a partida acabou sendo a única nota ruim para os gregos: Karagounis invadiu a área, driblou o zagueiro e foi tocado. O árbitro sueco Jonas Eriksson não deu o pênalti e ainda puniu o veterano com cartão amarelo, que o tirará da partida das quartas de final.

Mesmo com a decepção a Grécia se manteve firme, enquanto a Rússia era puro nervos. Em pressão desordenada, Dzagoév quase empatou em cabeçada, mas foi só. Com o apito do árbitro, o time grego invadiu o campo para comemorar a improvável vaga. Do lado russo, decepção e lágrimas marcaram a saída de campo.

Festa e decepção
Em Wroclaw, a torcida polonesa marcou presença mais uma vez e ainda sonhava com a vaga após dois empates nos jogos anteriores. Para isso, porém, precisava obrigatoriamente vencer. A necessidade fez os donos da casa começarem em cima, trocando passes no campo ofensivo. Logo no segundo minuto de jogo, após confusão na área, Dudka tentou uma bicicleta e mandou a bola para fora.

Aos dez minutos, Lewandoski fez linda jogada, tabelou com Muraswski, mas na hora de finalizar, não caprichou e chutou para fora. A República Tcheca parecia satisfeita com o empate, que ia dando a classificação naquele momento. Aos 21 minutos, o lateral esquerdo Boenish ainda chutou com perigo de fora área e Cech fez boa defesa. Os tchecos só foram acordar a partir dos 30 minutos, mas ainda assim só ameaçavam com chutes de longa distância.

Na volta do intervalo, com o gol grego na outra partida, a República Tcheca passou a precisar da vitória e foi mais agressiva. Depois de diversos chutes de fora da área e boas defesas do goleiro Tyton, finalmente aos 27 minutos do segundo tempo, em contra-ataque rápido, Jiracek recebeu ótimo passe de Baros, limpou o zagueiro e finalizou na saída do goleiro, abrindo o placar.

Com a desvantagem no placar, os donos da casa foram para o tudo ou nada, enquanto os tchecos assustavam apenas em contra-ataques. Faltava aos poloneses infiltração na área, fato que não aconteceu até o final do jogo. Em apenas um lance, a Polônia chegou com perigo ao gol: no último minuto Lewandoski perdeu a última chance do país na competição, para desespero da torcida. A festa no estádio foi mesmo dos tchecos.