James Pritchett, em nome do pai

Nascido na Inglaterra, e filho do ex-jogador e treinador escocês Keith Pritchett, o lateral direito James Pritchett leva bem adiante uma tradição futebolística de sua família rumo a sua quarta participação na Copa do Mundo de Clubes da FIFA pelo Auckland City FC.

"Esta é a minha quarta participação, e minha meta principal é fazer o melhor pelo meu clube, por mim e pela minha família", diz. "Passei nove anos excelentes na equipe, joguei 170 partidas pelo Auckland City e fico feliz por seguir jogando enquanto as minhas pernas deixarem."

Antes de jogar na Nova Zelândia, o jovem James Pritchett teve uma rápida passagem pelo Aberdeen, da Escócia, e pelo inglês Cambridge United antes de assinar com o Auckland City. Com a iminência de jogar mais uma temporada pelo Auckland no ano que vem, o lateral direito, um autêntico veterano, ainda guarda o pai, que já foi treinador dos All Whites, como sua principal referência.

"O meu pai teve grande influência sobre a minha carreira, e por isso sempre fui um cara muito leal, mas não esperava ficar tanto tempo no Auckland City", afirma. "Desde os meus quatro ou cinco anos de idade eu já treinava com o meu pai, chutava a bola, mas ele nunca me obrigou a nada. Sempre pude fazer exatamente o que eu queria com o meu futebol. Como o meu pai trabalhava profissionalmente como treinador, acabou sendo uma grande influência para a minha carreira."

Mais um desafio
É a quarta vez de Pritchett na Copa do Mundo de Clubes da FIFA, mas isso não quer dizer também que as coisas fiquem mais fáceis. Pritchett é realista e sabe que obter sucesso diante de um adversário de qualidade, como o Sanfrecce Hiroshia, campeão japonês que a equipe enfrenta no dia 6 de dezembro. 

É um grande desafio, assim como é cedo para falar de uma possível revanche contra o Al Ahly, adversário enfrentado pelo Auckland no Mundial de 2006. Apenas Pritchett e o experiente companheiro Riki van Steeden são remanescentes daquela partida diante dos egípcios.

"Enfrentei o Al Ahly seis anos atrás, e a maior recordação daquele jogo é o Aboutrika, e o quanto ele era bom", diz Pritchett. "Ele marcou um gol de falta no segundo tempo e aparecia em todos os lugares do campo. No entanto, o nosso foco está muito mais no jogo que temos agora, que é contra o Sanfrecce Hiroshima."

O Auckland City foi eliminado na primeira fase do Mundial do ano passado ao levar 2 a 0 do Kashiwa Reysol. No entanto, a sorte dos neozelandeses poderia ter sido outra se o goleiro Takanori Sugeno não tivesse feito uma defesa milagrosa em cabeçada de Ivan Vicelich. Pritchett acredita que o Auckland poderia ter feito melhor papel em 2011.

"Poderíamos ter começado melhor a partida", admite. "Estávamos um pouco nervosos quando entramos em campo, embora soubéssemos o que nos esperava. Mas nos defendemos bem, apesar de que talvez pudéssemos ter adotado uma postura um pouco mais ofensiva também."

Sem querer olhar demais para o passado, Pritchett volta o foco para o dia 6 de dezembro, quando o Auckland enfrentará o Sanfrecce Hiroshima na luta por uma vaga nas quartas de final. "O nosso campeonato nacional tem apenas 14 jogos, e a Liga dos Campeões da Oceania foi adiada para começar apenas no início de abril", lembra Pritchett. "Teremos de superar estas dificuldades para atuar em um torneio internacional.

Aos 30 anos, James Pritchett é totalmente a favor da tecnologia da linha do gol e acredita que o pioneirismo da FIFA em relação ao uso da tecnologia durante o torneio no Japão é o caminho para o futuro.

"Se a tecnologia existe, acho que deve ser usada", diz Pritchett. "Mas é importante que a implantação seja rápida e inteligente, para não quebrar o ritmo do jogo. Ela só se tornará um problema se causar constantes interrupções e retomadas que quebrem o andamento da partida seguidamente."