Finalistas de olho em título inédito
© AFP

Independentemente do desfecho da final da Liga dos Campeões da Ásia, que será disputada neste sábado entre os sul-coreanos do Ulsan e os sauditas do Al Ahli, um nome inédito será gravado no troféu. Afinal, a partida colocará frente a frente dois estreantes em decisões do principal interclubes do continente.

O confronto será realizado no Estádio Munsu, na Coreia do Sul. Além de um primeiro título continental e do direito de representar a Ásia na próxima Copa do Mundo de Clubes da FIFA, que acontece em dezembro no Japão, ambas as equipes terão a motivação extra de levar a taça mais cobiçada do futebol asiático de volta para os respectivos países.

Orgulho nacional
Coreia do Sul e Arábia Saudita estão entre as nações mais vitoriosas dos nove anos de história da Liga dos Campeões. O país do sudeste asiático venceu a competição em três oportunidades, um recorde estabelecido graças às conquistas de Jeonbuk Motors (2006), Pohang Steelers (2009) e Seongnam Ilhwa Chunma (2010).

Já a nação árabe é a segunda em número de títulos, ao lado do Japão, graças ao bicampeonato histórico do Al Ittihad em 2004 e 2005. O poderoso clube da cidade de Jedá faturou o torneio pela primeira vez em cima do mesmo Seongnam, embora três anos mais tarde o troco tenha sido dado pelo Pohang, que bateu o Al Ittihad por 2 a 1 na terceira decisão continental do time saudita.

Portanto, a antiga rivalidade entre os dois países ganhará um novo capítulo na final deste ano. Enquanto o Ulsan buscará o quarto título continental de equipes da Coreia do Sul, o Al Ahli está determinado a equilibrar o retrospecto com um terceiro triunfo asiático para a Arábia Saudita.

Por outro lado, os dois clubes também estão motivados a defender o orgulho das regiões que representam. Esta é a sétima vez que o prestigiado troféu será disputado entre equipes do leste asiático e da porção ocidental do continente.

Foco no ataque
Tanto o Ulsan quanto o Al Ahli impressionaram pela vocação ofensiva que os levou à final. Aliás, o time sul-coreano tem o melhor ataque da competição, com 24 gols em 11 jogos. Já o finalista da Arábia Saudita registra 19 gols até o momento e é o terceiro que mais balançou as redes, atrás do Al Ittihad com 22.

"Imagino que será uma partida muito focada no ataque", diz o atacante Kim Shinwook, artilheiro do Ulsan ao lado do brasileiro Rafinha, com seis gols. "Com boa habilidade estamos confiantes que podemos marcar muitos gols, enquanto o Al Ahli é perigoso pela técnica e pela velocidade."

De fato, o Ulsan deve muito à sua dupla de ataque e à excelente fase de Lee Keunho, que ajudaram o clube a se manter invicto na Liga dos Campeões. Shinwook marcou gols nos últimos três compromissos da equipe sul-coreana, ajudando a deixar Al Hilal e Bunyodkor pelo caminho. Já Rafinha, que chegou ao Ulsan no início da fase de mata-matas emprestado pelo japonês Gamba Osaka, registra quatro gols em quatro jogos.

Keunho, que joga logo atrás do brasileiro e de Shinwook, como terceiro atacante, é o terceiro goleador mais produtivo da equipe, com quatro gols no torneio. Além disso, ele também costuma aparecer em momentos decisivos. O jogador da seleção sul-coreana foi o autor do gol da vitória de 3 a 2 sobre o Kashiwa Reysol nas oitavas de final, depois balançou as redes na goleada de 4 a 0 na partida de volta contra o Al Hilal pelas quartas e deixou o seu nome na súmula nos dois jogos da semifinal contra o Bunyodkor, eliminado por 5 a 1 na soma dos placares.

Mais impressionante ainda, porém, são os números de Victor Simões, o artilheiro do Al Ahli na Liga dos Campeões. O atacante brasileiro já anotou sete gols, inclusive o da vitória no clássico com o Al Ittihad que levou o clube à sua primeira final continental. Além disso, ele encabeçou a artilharia do Campeonato Saudita na última temporada com 21 gols, contribuindo para o Al Ahli terminar na segunda colocação.

Agora, o jogador de 31 anos espera fazer história com a equipe no cenário asiático. "Estou muito feliz por ter conseguido ajudar o time até agora com os meus gols", diz Simões. "Estou me sentindo muito bem e estou confiante e muito animado para a final. Estive um pouco contundido, então não pude dar o melhor de mim. Mas agora estou 100% em forma e completamente preparado para o duelo."