Mazurkiewicz, o adeus a um ícone
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O mundo do futebol começou o ano de 2013 com uma notícia tão triste quanto inesperada: o falecimento do uruguaio Ladislao Mazurkiewicz, considerado por muita gente como um dos melhores goleiros de todos os tempos. O "Chiquito", como era conhecido em seu país, morreu aos 67 anos de idade e foi uma figura emblemática na meta do Peñarol e da Celeste Olímpica.

O presidente da FIFA, Joseph S. Blatter, enviou uma carta à Federação Uruguaia de Futebol expressando sua tristeza pela notícia. “Foi com grande pesar que soube da notícia do falecimento de Ladislao Mazurkiewicz, recordista de participações pela seleção uruguaia em Copas do Mundo da FIFA, com 13 jogos. Em nome da FIFA e em meu próprio nome, gostaria de transmitir minhas mais sinceras condolências”, disse Blatter.

Tido por muitos como sucessor do soviético Lev Yashin na posição, Mazurkiewicz marcou época nas décadas de 60 e 70, quando disputou três Copas do Mundo da FIFA – Inglaterra 1966, México 1970 e Alemanha Ocidental 1974. A campanha mais bem-sucedida foi sem sombra de dúvida a realizada em terras mexicanas, onde ele brilhou ao ajudar os uruguaios a chegar a um merecido e comemorado quarto lugar. Só o Brasil, comandado magistralmente por Pelé, conseguiu interromper a trajetória dos sul-americanos, na qual o arqueiro só havia sofrido um gol antes de se deparar com a Canarinha na semifinal. Com esse desempenho, foi considerado pela imprensa especializada como o melhor de sua posição no torneio.

“Sei que seu grande orgulho foi ter ouvido do próprio Lev Yashin, um dos maiores goleiros de todos os tempos, que ele seria seu sucessor natural”, completou Blatter em sua carta.

Mazurkiewicz, que costumava se vestir de negro para não servir como ponto de referência para os adversários, foi uma verdadeira garantia sob o travessão uruguaio. Com ele na meta, a Celeste não perdeu nenhum dos seis jogos que fez pelas eliminatórias sul-americanas para o Mundial entre 1965 e 1969 e levou apenas um gol.

No Peñarol, o goleiro foi decisivo para a campanha que culminou com as conquistas dos troféus da Copa Libertadores e da Copa Intercontinental de 1966 – sobre River Plate e Real Madrid, respectivamente. Ele deixou o futebol em 1981 e chegou a vestir a camisa do Atlético Mineiro entre 1971 e 1974. Ao longo de sua carreira, também defendeu o Racing de Montevidéu, o Granada espanhol, o Cobreloa chileno e o América de Cáli colombiano.