Um ano de despedidas
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Diversas personalidades do mundo do futebol nos deixaram em 2012 e, ao longo do ano, o FIFA.com homenageou individualmente jogadores, técnicos, dirigentes e jornalistas esportivos que faleceram. Às vésperas da virada, relembramos os mais conhecidos.

Em janeiro, o planeta bola lamentou a morte do sérvio Miljan Miljanic, ex-treinador da seleção iugoslava e do Real Madrid que também havia presidido as federações da Iugoslávia e da Sérvia e Montenegro entre 1993 e 2001. Ele tinha 81 anos. Em fevereiro, o futebol africano se despediu do ex-presidente da federação congolesa (1979-1987 e 1992-2006) e membro do Comitê Executivo da CAF (1992-2006), Sylvestre Mbongo. O dirigente de 70 anos era considerado uma das figuras esportivas mais importantes do Congo.

Ex-técnico dos Estados Unidos e da Grécia, Alketas Panagoulias faleceu aos 78 anos, assim como o francês Antoine Redin, que comandou o Nancy de 1970 a 1980 e foi quem lançou a carreira de Michel Platini, atual presidente da UEFA. Mahmoud El Gohary, 74 anos, marcou o futebol egípcio ao classificar os Faraós para a Copa do Mundo da FIFA Itália 1990 após 56 anos de ausência, enquanto o ex-técnico do Senegal Pape Diop levou o país à Copa Africana de Nações 1986 para encerrar uma espera de 18 anos. Já o britânico John Bond, que jogou no West Ham durante 16 temporadas e 400 partidas e posteriormente treinou o Manchester City, faleceu aos 79 anos de idade.

Entre os atletas, 2012 registrou a perda de jogadores que estavam em plena atividade. Foi o caso do italiano Piermario Morosini, meio-campista de 25 anos do Livorno que sofreu uma parada cardíaca aos 30 minutos da partida contra o Pescara e não pôde ser reanimado. Outra morte trágica em campo foi a do sueco Victor Brannstrom, de 29 anos, que tinha acabado de marcar um gol para o Pitea no jogo contra o Umedalen, pela segunda divisão do seu país. Já o goleiro Miguel Calero, que disputou 50 partidas pela seleção colombiana, foi vítima de um acidente vascular cerebral aos 41 anos. Calero foi um dos grandes ídolos do clube mexicano Pachuca, com quem conquistou dez títulos entre 2000 e 2011.

Jogadores que já haviam pendurado as chuteiras também partiram em 2012, a exemplo do ídolo polonês Wlodimierz Smolarek, 54 anos, que disputou duas edições da Copa do Mundo da FIFA, e do espanhol Marcos Alonso Imaz, o "Marquitos", ex-zagueiro de 78 anos que fez parte do incrível Real Madrid das décadas de 1950 e 60, conquistando a Copa dos Campeões da Europa cinco vezes consecutivas. Outro pentacampeão europeu pelo Real, Rafael Lesmes, faleceu aos 85 anos, assim como o adversário deles em duas finais contra o Reims, o atacante Armand Penverne.

O mês de outubro ficou marcado pela morte do alemão Helmut Haller, que disputou três Mundiais, inclusive a final de 1966 contra a Inglaterra, em que foi o autor do primeiro gol da partida. Ele também será lembrado por ter devolvido a bola do jogo para Geoff Hurst, em reconhecimento aos três tentos do atacante inglês na ocasião. Já o futebol brasileiro perdeu o goleiro Félix, campeão do mundo em 1970 no México. Ícone do Fluminense, ele faleceu aos 74 anos em consequência de um enfisema pulmonar. A Itália, por sua vez, se despediu do artilheiro Giorgio Chinaglia, campeão nacional em 1976 pela Lazio e companheiro de Pelé no New York Cosmos. O ex-jogador de 65 anos havia marcado 242 gols em 254 partidas pela equipe americana.

Dois atacantes que marcaram a história do futebol africano também nos deixaram este ano: o nigeriano Rasheed Yekini, maior artilheiro da seleção do seu país, com 37 gols em 58 jogos, e o senegalês Jules Bocandé. Yekini ajudou a Nigéria a conquistar a Copa Africana de Nações 1994 e a se classificar pela primeira vez à Copa do Mundo da FIFA, disputada no mesmo ano nos Estados Unidos. Já Bocandé vestiu a camisa do Senegal em 73 oportunidades entre 1979 e 1993, acumulando 20 gols, além de ter comandado a equipe nacional entre 1994 e 1995, quando levou os senegaleses às quartas de final da CAN 1994.

Rememoramos ainda Gérard Enault, ex-diretor geral da Federação Francesa de Futebol e membro do Comitê de Marketing e Televisão da FIFA de 1998 a 2005 e do Comitê de Mídias entre 2008 e 2009, que desempenhou um papel fundamental na promoção e no desenvolvimento do esporte e dos seus valores. Enquanto isso, o mundo da arbitragem deu adeus ao inglês Jack Taylor, morto aos 82 anos depois de ter apitado mais de mil partidas, e que permanecerá na memória como o árbitro da final da Copa do Mundo da FIFA 1974.

Por fim, a França perdeu um dos seus torcedores mais fiéis na pessoa do jornalista Thierry Roland. Há 14 anos, ele ficou famoso ao comemorar a vitória francesa sobre o Brasil na decisão da Copa do Mundo da FIFA 1998 com as palavras "agora já posso morrer". Roland tinha 74 anos.