O caminho para Portugal
A Espanha não teve vida propriamente fácil nas eliminatórias para o Campeonato do Mundo da FIFA Portugal 2015. Depois de passar pela primeira fase de grupos sem problemas de maior – três vitórias em três jogos – a equipa teve de disputar a segunda fase num grupo onde estava incluída a Ucrânia.

Após vencer a França e a Turquia em jogos equilibrados, tudo se decidiu no duelo com os ucranianos, que terminou empatado a seis golos. O vencedor só seria encontrado no desempate por grandes penalidades e aí venceram os espanhóis, por 4 a 3, celebrando a presença nas semifinais, onde perderiam para a Suíça no prolongamento, e no Mundial.

Pontos fortes e estilo
A Espanha é o exemplo perfeito de uma equipa que combina uma enorme experiência com novos e emergentes valores na modalidade. Amarelle é um dos mais conhecidos nomes do Beach Soccer e, sem surpresa, enverga a braçadeira de capitão de equipa.

Ganhou a Bola de Ouro do Campeonato do Mundo de 2008, ano em que foi também o segundo melhor marcador do torneio. Mesmo sem a velocidade de outros tempos, é uma inspiração para toda a equipa e representa a habitual raça que os espanhóis levam até às areias de todo o Mundo.  Por isso, não admira que a Espanha só tenha falhado um Mundial desde que o torneio é organizado pela FIFA.

Campeonatos do Mundo anteriores
Na estreia, em 2005, a Espanha chegou aos quartos de final, onde perdeu com a França, por 7 a 4, enquanto no ano seguinte não passou da fase de grupos, ficando em terceiro lugar atrás de França e Canadá. Em 2007, liderou um grupo onde estava incluído Portugal, mas voltou a cair nos quartos, desta vez perdendo frente ao México.

Marselha 2008 marcou a primeira presença espanhola nas semifinais, mas sem sucesso, já que uma derrota com a Itália atirou a Fúria para o jogo do terceiro lugar, que acabaria por perder para Portugal. No Dubai 2009, a Espanha seria derrotada nos quartos de final pelo Uruguai, tendo de esperar mais quatro anos para voltar ao grande palco mundial.

E que regresso. A seleção espanhola chegou pela primeira vez à final da competição, depois de eliminar El Salvador e o favorito Brasil, mas o jogo decisivo acabaria por não correr bem, com a derrota por 5 a 1 frente à Rússia.