O caminho até Portugal
O Brasil fez valer seu favoritismo do começo ao fim do Campeonato Sul-Americano e, assim, chegará a Portugal como campeão continental. A Seleção Canarinho colecionou goleadas diante do Peru (7 a 3), do Uruguai (6 a 3) e da Venezuela (8 a 1) antes de, já classificada, sofrer seu único tropeço no clássico com a Argentina, que venceu por 7 a 5. Apesar disso, conseguiu alcançar as semifinais como vencedora do Grupo B. Após arrasar o Equador por 14 a 1, os brasileiros voltaram a mostrar sua superioridade na decisão, quando derrotaram de forma incontestável o Paraguai por 8 a 3, erguendo a taça do torneio pela quinta vez em seis edições.

Pontos fortes
Desde o retorno de Alexandre Soares ao comando, a Seleção Brasileira parece ter recuperado o brilho que lhe deu fama sobre as areias e com o qual sonha em recuperar o troféu mundial após as decepções das duas últimas edições. Seus pontos fortes começam com a segurança que Mão dá ao conjunto sob o travessão. A criação de jogo passa pelo experiente Bruno Xavier e por Datinha, artilheiro do Sul-Americano ao balançar as redes 12 vezes. Juntos, os dois marcaram 42% dos gols brasileiros (20 de 48) nas eliminatórias. No torneio, também se destacaram o veterano Sidney no ataque e o jovem pivô Rodrigo.

Histórico no Mundial
O Brasil é sinônimo de futebol de areia, já que a praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, não só testemunhou o nascimento da modalidade como também recebeu as três primeiras edições da Copa do Mundo de Beach Soccer da FIFA. Depois de terminar inesperadamente na terceira posição do Mundial inaugural, em 2005, os brasileiros ganharam os quatro torneios seguintes, entre 2006 e 2009. De lá para cá, foram vice-campeões em 2011 e 2013, assistindo em ambas as ocasiões à consagração da Rússia.