América do Sul inicia decisão de suas vagas

À base de gols espetaculares, jogadas acrobáticas e emoções por toda a parte, o beach soccer cavou um espaço especial no coração dos amantes do esporte mais popular do mundo. E todos estes ingredientes, além de três vagas para a Copa do Mundo de Beach Soccer da FIFA Taiti 2013, estarão em jogo na quinta edição do Campeonato Sul-Americano de Beach Soccer, que será disputado entre os dias 10 e 17 de fevereiro em San Luis, na Argentina.

Dos dez países afiliados à CONMEBOL, somente a Bolívia não disputará a competição. Os outros nove selecionados se dividirão em duas chaves. No Grupo A está a anfitriã Argentina, ao lado de Colômbia, Chile, Peru e Paraguai. No B, o Brasil, tetracampeão mundial, se defrontará com Uruguai, Venezuela e Equador.

Os dois primeiros de cada chave avançam até as semifinais, que apontará os finalistas, os quais estarão automaticamente classificados para o Taiti 2013. A terceira vaga para o Mundial irá para o ganhador da decisão do terceiro lugar. O FIFA.com traz agora uma prévia do torneio.

Colorido em azul e branco
A Argentina surge como uma forte candidata a conquistar uma das vagas, e não é para menos: assim como o Brasil, os hermanos jamais deixaram de disputar um Mundial da categoria. No entanto, o título continental sempre lhe escapou das mãos: a Alviceleste foi vice-campeã duas vezes, a última delas em 2011, e nas outras duas edições chegou em terceiro lugar. Mesmo assim, dirigida novamente por Francisco Petrasso e liderada dentro da arena pelos experientes irmãos Federico, Ezequiel e Santiago Hilaire, segue sendo uma forte candidata ao título.

Uma das principais armadilhas do torneio, como há dois anos, será a Colômbia. Em 2011, a seleção colombiana surpreendeu o continente e chegou no segundo lugar do seu grupo, eliminando o favorito Uruguai. A equipe acabou derrotada pelo Brasil nas semifinais e pela Venezuela na decisão do terceiro posto, deixando a vaga para o Mundial escapar. Mesmo assim, tudo leva a crer que a Colômbia dispõe de condições para repetir a boa campanha em 2013.

Um pouco mais atrás na lista de favoritos aparecem Paraguai e Peru. Embora nunca tenham disputado um Mundial até agora, as duas seleções chegam com a confiança em alta após terem realizado ótimas campanhas na primeira edição dos Jogos Bolivarianos, disputados em novembro de 2012. Na oportunidade, os paraguaios foram os campeões, enquanto os peruanos acabaram em terceiro lugar. Ambos derrotaram a boa equipe de El Salvador, quarta colocada no último Mundial.

O Chile, por sua vez, nunca havia estado tão perto das semifinais de um Sul-Americano como em 2009, quando acabou em terceiro lugar no seu grupo pelo saldo de gols. Mesmo assim, a equipe foi mal em 2011, obtendo apenas uma vitória na competição. Mas agora, dirigidos pelo argentino Vicente de Luise, os chilenos viajam à Argentina com esperança de surpreender os rivais.

Franco favorito
Se quiser recuperar a hegemonia mundial perdida para a Rússia em Ravena 2011, o Brasil primeiro precisa cumprir com as suas obrigações continentais. Nada parece capaz de fazer a seleção canarinha acabar fora das três primeiras colocações, mas a equipe dirigida pelo tricampeão mundial Júnior Negão quer mais, e mira o seu quinto título sul-americano. As aspirações fazem sentido: até agora, os brasileiros venceram todos os 27 jogos que disputaram no torneio. "Sempre somos obrigados a ganhar e jogar bem", admite o técnico. "É esse o nosso objetivo", completa.

O principal rival brasileiro será novamente o Uruguai, apesar do tropeço que a Celeste sofreu há dois anos, o qual a deixou de fora do Mundial pela primeira vez. "O nosso objetivo é voltar à Copa do Mundo", conta o goleiro e capitão da equipe, Diego Monserrat, ao FIFA.com. "Realizamos uma boa preparação e chegamos com muitas expectativas, mas não subestimamos nem a Venezuela, que vem fazendo boas campanhas, e nem o Equador", adverte o camisa 1, que já disputou cinco Mundiais.

Os elogios de Monserrat à Venezuela são justos: em 2011, a equipe derrotou a Colômbia na decisão do terceiro lugar e conseguiu a sua primeira classificação para o Mundial. O trabalho do técnico Robby Cavallo vem recebendo continuidade desde então, e os resultados já apareceram: a equipe foi vice-campeã dos Jogos Bolivarianos e mantém uma sequência de cinco jogos invictos nos últimos amistosos realizados, quatro deles contra equipes brasileiras e o último diante da seleção da Argentina, com empate em 3 a 3.

O Equador, por sua vez, quase provocou uma zebra histórica em 2009, quando esteve a poucos segundos de impedir a clasificação da Argentina ao Mundial. No entanto, não tem conseguido repetir atuações como aquela.