Responsabilidade levada a sério

O Departamento de Responsabilidade Social Empresarial da FIFA tem um amplo campo de atuação, que vai desde as emissões de carbono da entidade ao impacto ambiental e social da realização de uma Copa do Mundo da FIFA, passando pela promoção de projetos sociais, como a abertura de centros Football for Hope na África.

Em junho de 2012, a FIFA e o Comitê Organizador Local (COL) do Brasil 2014 integraram a delegação do governo brasileiro na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável para apresentar uma estratégia de sustentabilidade com vistas à organização do torneio.

 

O programa não visa apenas reduzir os impactos negativos, mas também maximizar os efeitos positivos de uma Copa do Mundo da FIFA. O investimento total de US$ 20 milhões por parte da FIFA inclui estádios ecológicos, manejo de resíduos, energias renováveis e apoio às comunidades, bem como redução e compensação das emissões de carbono.

 

O futebol talvez seja a maior paixão dos brasileiros, e o esporte e a Copa do Mundo da FIFA certamente podem ser poderosos catalisadores de mudanças de atitude para vivermos vidas mais sustentáveis e adaptarmos a nossa rotina diária.
Bebeto, campeão mundial e membro do COL da Copa do Mundo da FIFA 2014

A Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 será a primeira edição do torneio a contar com uma ampla estratégia de sustentabilidade, amparada nas experiências adquiridas por meio dos programas ambientais e de desenvolvimento social promovidos pelas competições da FIFA desde 2005.

O tema da sustentabilidade também foi destaque na Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA Japão 2012, que contou com a realização de seminários sobre respeito, ecologia e saúde. Além disso, crianças da devastada província de Fukushima foram convidadas pela FIFA e pelo COL para assistir a partidas da seleção japonesa.

Outro tema que esteve em foco no Japão foi fair play, com a realização da 16ª edição da campanha Dias de Fair Play da FIFA durante o torneio. As capitãs das seleções japonesa, alemã, nigeriana e americana anunciaram o seu apoio e compromisso com o jogo limpo antes da disputa das semifinais em Tóquio.

O apoio da comunidade do futebol foi incrível. Acho que até fez aumentar a nossa paixão por esse esporte.
Yonefumi Sato, mãe de uma das crianças de Fukushima

 

Em outra competição feminina, a Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA Azerbaijão 2012, a parceria entre a Federação Azerbaijana de Futebol e a UNICEF foi impulsionada pela realização de seminários financiados pela FIFA em Baku, Lankaran e Ganja. Os eventos promoveram a participação de meninas no futebol, além de terem estimulado um estilo de vida mais saudável e o direito de as crianças praticarem esportes.

 

Na África, as crianças foram as principais beneficiadas pela abertura de dois novos centros Football for Hope. Com o lançamento de uma unidade em Gana, em março, e outra em Ruanda, em outubro, o legado da campanha oficial da África do Sul 2010 atingiu um novo marco.

 

Enquanto o centro de Gana combina futebol, saúde e habilidades sociais em um currículo aberto a toda a comunidade, em Ruanda o projeto oferece às crianças oportunidades de participar de atividades teatrais e de atuar como agentes da paz em suas comunidades.

 

Sempre que venho aqui encontro amigos e jogamos juntos. Depois de jogar, vou à aula para aprender com eles também. Os treinadores também nos ensinam técnicas de saúde, como a prevenção da malária e como manter o corpo limpo.
Patrick Eshun, estudante de 13 anos e um fequentador assíduo da escolinha de futebol de Oguaa

 

Em novembro, representantes dos 20 centros do continente se reuniram na capital da Etiópia, Adis Abeba, para a quinta edição do Workshop dos Centros Football for Hope. Na África do Sul, no Quênia, na Namíbia, no Mali e no Lesoto, as atividades realizadas nas unidades concluídas já são um verdadeiro sucesso, enquanto os trabalhos de construção nos outros países estão progredindo junto a um entusiasmo cada vez maior das comunidades.

 

A atuação do Departamento de Responsabilidade Social Empresarial da FIFA, no entanto, não se limitou ao trabalho de conscientização em questões ambientais. No ano passado, foram tomadas ações efetivas para colocar o discurso em prática. Um estudo de 2010 estimou a pegada de carbono da FIFA em 48.488 toneladas de CO2 equivalente por ano, das quais 75% correspondem ao transporte aéreo. A FIFA tomou então a decisão de compensar 100% das emissões dos seus voos em 2012 por meio de projetos de redução de carbono com certificação Gold Standard.

 

Além do compromisso de mitigar as emissões de carbono, a agenda da FIFA em 2012 também foi marcada por iniciativas de combate à discriminação. Em julho, o presidente Joseph S. Blatter se reuniu com dirigentes britânicos no Estádio de Wembley para uma conferência dedicada à luta contra o racismo e a discriminação.

 

O presidente da organização Kick It Out, Herman Ouseley, o presidente da Federação Inglesa de Futebol, David Bernstein, a primeira mulher a integrar o Comitê Executivo da FIFA, Lydia Nsekera, da Federação de Futebol do Burundi, e a primeira mulher nomeada à diretoria da federação inglesa, Heather Rabbatts, foram unânimes no apoio e no compromisso de combater a discriminação no futebol.

 

Ademais, a 11ª edição do Dia Mundial da FIFA Contra a Discriminação marcou a Copa do Mundo de Futsal da FIFA, na Tailândia. Antes da partida entre a seleção anfitriã e a Espanha pelas oitavas de final, os capitães das duas equipes conclamaram os torcedores de todo o mundo a apoiar a causa.

 

O ano de 2012 foi de fato agitado para a equipe de Responsabilidade Social Empresarial da FIFA, mas há muitos projetos e iniciativas pela frente em 2013. Portanto, continue ligado no FIFA.com para conferir as últimas notícias e novidades desse trabalho.

 

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