Conakry, segunda parada africana

Depois de Nouakchott, a cidade de Conakry, em Guiné, recebeu nesta quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013, a segunda etapa da visita de trabalho de seis dias do presidente da FIFA, Joseph S. Blatter, ao continente africano. Assim como na Mauritânia no dia anterior, Blatter pôde observar o andamento dos programas de formação desenvolvidos no país, começando pela construção da nova sede da federação.

Recebida pelo primeiro-ministro Mohamed Said Fofana, a delegação da FIFA visitou Kaloum, um dos cinco distritos que compõem a capital guineense. Lá está sendo construída a sede da Feguifoot (Federação Guineense de Futebol), com apoio do projeto Goal. Em seguida, em um ambiente muito festivo, foi feita uma visita à sede provisória da federação, no Palácio do Povo em Conakry.

Projeto Goal deixa a sua marca
A inauguração do Centro Técnico de Nongo também fez parte da agenda de 48 horas. A cerimônia contou com a presença do primeiro-ministro e também do ministro dos Esportes, Sanoussy Bantama Sow "Kempes", que substituiu no final de 2012 o ex-atacante Titi Camara, um dos maiores jogadores da história do país. O presidente da Federação Guineense de Futebol, Salifou Camara, também se fez presente.

Localizado na periferia da capital da Guiné, o centro teve a construção possibilitada pelo projeto Goal. Ele foi renovado e equipado recentemente graças ao apoio do programa Performance. Por meio de um projeto para ajudar as federações menos privilegiadas, também será instalado no local um campo com gramado artificial. Além disso, um investimento de US$ 550 mil foi aprovado pela FIFA.

"Seja no esporte ou no setor social, com o desenvolvimento todos ganham", disse Blatter. "É uma via de mão dupla. Juntos, estamos construindo infraestrutura e programas. A FIFA apoia e controla esse desenvolvimento. Quando um centro técnico assim é construído, é importante dar vida a ele."

Formar e manter
O objetivo do centro não é apenas formar jogadores, mas também mantê-los no país. Por exemplo, dos 23 jogadores da seleção nacional convocados para a Copa Africana de Nações 2012, somente o goleiro reserva Abdoul Aziz Keita atuava em um clube da Guiné, no caso o Atlético Club de Coléah. Já vão longe os tempos em que o Hafia, tricampeão da Liga dos Campeões da África (1972, 1975 e 1977) e o Kaloum Star (12 títulos da liga nacional) formavam a maior parte do selecionado.

"Um dos objetivos da FIFA é fortalecer os campeonatos nacionais, particularmente na África, para permitir que os jogadores ganhem a vida no seu país em vez de tentarem a sorte na Europa", afirmou Blatter. "Muitos acabam sucumbindo aos diversos chamados da Europa, mas poucos acabam sendo escolhidos e ficando lá", concluiu o presidente. Nomeado Grande Oficial da Ordem Nacional ao Mérito de Guiné, Blatter continuará a jornada na África com uma visita a Botsuana.