Wambach: "Sempre busco novos desafios"

Enquanto 2011 ficou marcado para Abby Wambach como "o ano das segundas colocações", 2012 pode sem dúvidas ser descrito como um dos mais bem-sucedidos da carreira da jogadora americana. A atacante de 32 anos foi campeã do Torneio Olímpico de Futebol Feminino pelos EUA, além de ter sido finalmente eleita a Jogadora do Ano da FIFA.

"O ano passado foi sem dúvidas melhor do que o anterior", afirmou Wambach com um sorriso no rosto, em entrevista exclusiva ao FIFA.com. "Sempre que alcançamos uma conquista, sentimos uma confirmação de nosso trabalho duro, dos sacrifícios que foram necessários e do sangue que tivemos que dar. Isso desperta um sentimento de que estamos fazendo a coisa certa e fica claro que realmente foi isso que fizemos."

Foi justamente esta mentalidade de nunca desistir, sempre acreditar em si mesma e trabalhar com muito afinco que fizeram de Wambach uma das melhores em seu ofício. E estas são características que também distinguem a seleção americana, que se recuperou em grande estilo da derrota para o Japão na final da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2011.

"A cada novo ano é preciso estabelecer novos objetivos e 2012 foi totalmente direcionado para as vitórias", comentou Wambach. "Não se tratava de revanche e sim de alcançar um objetivo que tínhamos na cabeça. A Copa de 2011 acendeu uma chama que não parou de queimar dentro de nós. Um objetivo conjunto nos uniu e conseguimos alcançá-lo. Eu não poderia estar mais feliz e orgulhosa de minha equipe porque não foi apenas nos Jogos Olímpicos. Tivemos de dar o melhor de nós em todos os jogos e no final também fomos um pouco favorecidas pela sorte."

Esse sentimento de união é visível na seleção americana não apenas dentro de campo, mas também fora das quatro linhas. Em um divertido vídeo intitulado "Party in the USA" ("Festa nos EUA"), Wambach e suas companheiras mostraram que também têm uma boa dose de humor. "Fizemos um vídeo bobo que se espalhou pela Internet antes dos Jogos Olímpicos", explicou a simpática craque com um sorriso. "Queríamos apenas fazer um pouco de publicidade para nossa equipe e mostrar ao mundo quem somos. No campo, somos totalmente competitivas, mas também precisamos relaxar e nos divertir em outros aspectos da vida."

Mas Wambach também sabe que, após a conquista de um grande torneio, já começam as expectativas em torno aos próximos grandes eventos. "Conquistamos a medalha de ouro, mas a ironia é que, quando você está no topo, é preciso trabalhar ainda mais", disse a atacante. "No minuto em que você desce do pódio já começa a se preparar para a próxima Copa do Mundo. As comemorações duram certo tempo e depois tudo continua. É assim que eu funciono."

Próximos desafios
No entanto, antes de Wambach poder exibir seu belo futebol e correr atrás dos gols no Canadá 2015, outros desafios aguardam por ela em 2013. Depois de dois anos sem clube, Wambach agora defenderá o Western New York Flash na recém-criada Liga Americana de Futebol Feminino (NWSL).

"Estou ansiosa para o início do novo campeonato", comentou Wambach. "Sabemos que podemos fazer que dê certo. Tudo precisa apenas ser feito da forma correta. Aprendemos muito nas últimas semanas e estamos tentando seguir os exemplos de outros torneios nacionais que são bem-sucedidos. Espero ter o privilégio de disputar uma competição que possa durar muitos anos."

Além disso, a melhor jogadora do mundo em 2012 também terá novas tarefas pela seleção americana. Cerca de três semanas depois do triunfo na Olimpíada de Londres, a treinadora Pia Sundhage se despediu do conjunto, dando lugar a Tom Sermanni, que assumiu o posto em janeiro de 2013. Pouco antes do Natal, a jogadora conheceu seu novo treinador e ficou impressionada.

"Acredito que ele será fantástico", comentou Wambach, que já vestiu a camisa dos EUA em 198 partidas. "Ainda não posso dizer com exatidão como ele será porque ainda não fizemos nenhum treino. É sempre bom quando alguém novo chega. Como sou muito competitiva, quero sempre passar para o próximo capítulo e estabelecer um novo desafio para mim mesma. Às vezes, quando temos um treinador ou uma companheira de equipe por muito tempo, acabamos adotando certas tendências. Acredito que é bom sacudir um pouco as coisas. Para mim, que sou uma jogadora um pouco mais velha, é bom encontrar uma nova motivação para me preparar fisicamente e mostrar meu comprometimento. Sob o comando de um novo treinador, não nos sentimos tão confortáveis e é preciso provar de novo que temos qualidade. Será interessante ver o que vai acontecer."