O Comitê de Ética da FIFA proibiu hoje Najeeb Chirakal — dirigente de futebol e, como tal, sujeito ao Código de Ética da FIFA de 2012 — de exercer qualquer atividade relacionada ao esporte, em todos os níveis, por falta de colaboração no processo de investigação em curso contra Mohamed Bin Hammam (para saber mais sobre o caso, clique no link do menu à direita).

Essa falta de cooperação constitui uma violação ao Código de Ética da FIFA. A exclusão tem efeito imediato e duração de dois meses, ou até que Chirakal decida cooperar com o processo, conforme solicitado.

Chirakal foi procurado pela secretaria da câmara investigatória do Comitê de Ética da FIFA para que fornecesse informações e documentos, mas não respondeu à solicitação.

A carta notificando Chirakal da suspensão também o adverte sobre o processo de investigação que pode ser aberto contra o próprio dirigente por possíveis violações ao Código de Ética da FIFA, caso ele insista em não cooperar com a investigação.

Esta é a primeira vez, desde que foi lançada a edição 2012 do código, que um dirigente de futebol é punido por se negar a cooperar com uma investigação. Vale lembrar que, no último mês de julho, o americano Michael J. Garcia assumiu a presidência da câmara investigatória do Comitê de Ética da FIFA prometendo "lançar mão de todos os instrumentos disponíveis (no Código de Ética da FIFA) para determinar se as regras foram violadas".